Com o fim da eleição de 2014, esperava-se nas eleições 2018 um novo embate entre o governador Paulo Hartung (PMDB) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB). Mas no grupo que se forma no polo contrário ao do Palácio Anchieta, as lideranças que se movimentam para 2018 buscam capilaridade. A ideia seria a de testar o capital político dos diferentes atores enquanto se observa a movimentação do cenário político.
O primeiro nome apontado dentro deste grupo foi o do prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede). A movimentação, porém, parece ser mais uma articulação da Nacional da Rede do que do próprio prefeito. A reeleição de Audifax na Serra foi a principal conquista do partido no Estado, em 2016, e ele pode ser convocado a erguer o palanque da presidenciável Marina Silva no Estado, onde ela sempre teve um desempenho forte nas disputas presidenciais.
Neste sábado (18), o PPS realizou um encontro com novos filiados e no evento o nome do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, também foi colocado como um dos possíveis candidatos ao Palácio Anchieta em 2018. O prefeito da Capital tem se articulado em busca de visibilidade para o enfrentamento e pode pegar carona na avalanche sobre o Palácio Anchieta, causada pela crise na segurança, o que abriria caminho para novos atores políticos se apresentarem.
Outro nome que faz parte deste grupo e também se apresentou como um possível postulante ao cargo é o do veterano Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). O tucano disputou a eleição em 2006 em um cenário político bem distinto do atual. Ele representaria um nicho de resistência dentro do partido à parceria tucana com o governo do Estado. Ao desistir da disputa à prefeitura de Vitória, porém, Luiz Paulo teria saído desgastado do processo.
A senadora Rose de Freitas (PMDB) também já se manifestou publicamente sobre a possibilidade de vir a disputar o governo do Estado. Ela é a principal preocupação do governo, que vê na parlamentar uma adversária em melhores condições de disputa. Diferentemente de Audifax e Luciano, a senadora não precisaria se desincompatibilizar do cargo para disputar o governo e, mesmo que perca a disputa, sairia fortalecida do processo eleitoral para cumprir mais quatro anos no Senado.

