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Livre para a disputa, Roberto Carneiro se aproxima de Amaro

A publicação no Diário Oficial dessa sexta-feira (1) confirma a desincompatibilização de Roberto Carneiro da Subsecretaria da Casa Civil. A notícia movimentou os meios políticos. Comenta-se que Carneiro pode ter deixado o governo com dois propósitos: cuidar da coordenação política da candidatura de Amaro Neto à prefeitura de Vitória ou compor chapa como vice do deputado estadual do Solidariedade. 
 
As duas possibilidades causaram desconforto nos pré-candidatos do PSDB e PMDB. Tanto o tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas quanto o peemedebista Lelo Coimbra sonhavam em ter Roberto Carneiro como coordenador de suas campanhas. Ou até mesmo entregar a vice ao presidente do PDT da capital, que não tem pretensão de construir candidatura própria. Carneiro foi secretário de governo de Rodney Miranda (DEM) em Vila Velha, comandou as secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Relações Institucionais do município. Embora fosse considerado o braço direito de Rodney, Carneiro interessava a Hartung, e foi requisitado para a Casa Civil logo que o governador assumiu seu terceiro mandato.
 
“Tudo que eles não queriam era ver Carneiro junto com Amaro. O Roberto era o sonho de consumo do Lelo e do Luiz Paulo”, confidenciou uma fonte ligado aos dois pré-candidatos. A preocupação de Luiz Paulo e Lelo aumenta porque eles sabem que o ex-subsecretário da Casa Civil tomou a decisão de deixar o governo para entrar na disputa — não se sabe ainda exatamente em qual frente — com o aval de Hartung
 
Nos meios políticos, há quem interprete o movimento do governador como uma estratégia para manter Amaro sob vigilância. Hartung estaria preocupado com a falta de controle sobre a candidatura do apresentador de TV e teria colocado um homem de sua confiança para, de alguma maneira, manter Amaro no seu “GPS”. Carneiro na vice também seria uma estratégia interessante para exercer certo controle sobre o deputado, caso ele vença a disputa. Existe uma apreensão muito grande de que Amaro prefeito transfira ainda mais poderes para o seu assessor especial Jefinho, que hoje funciona como uma espécie de “clone” do deputado.
 
Todas essas movimentações de Hartung foram necessárias para restabelecer algum controle sobre a incógnita que representa Amaro na disputa. O deputado, que já surpreendeu em 2014 após ser o deputado estadual mais votado, vinha sendo modelado pelo governador para funcionar como uma espécie de coringa — inicialmente para minar o projeto de reeleição do prefeito Luciano Rezende (PPS). Mas o crescimento fora de controle de Amaro tem assustado até o seu criador. 
 
Articulação na rua
 
Enquanto o mercado político tenta interpretar o significado da entrada de Roberto Carneiro na disputa, Amaro Neto recebeu o apoio do presidente estadual do SDD, deputado federal Carlos Manato, para abrir a rodada de conversas com os partidos que podem compor na majoritária ou proporcional com a chapa da sigla em Vitória.
 
Manato, sempre ao lado de Amaro, recebeu nessa quinta-feira (30) os presidentes dos seguintes partidos: PSD, PP, PSC, PV, PTB, PPN, PR e PP. Outros partidos estão agendados para a próxima semana.
 
Comentando a primeira rodada de conversas com os partidos, que atenderam ao convite da sigla, o presidente regional do SDD destacou a importância desse trabalho de articulação. “Agora é o Solidariedade que irá até cada um para conversar e discutir novas ideias e novos caminhos para a política capixaba. O Solidariedade faz política séria e inovadora, e isso implica a participação de todos os lados”, destacou Manato.
 
O foco das reuniões foi o pleito de 2016 e a reiteração do nome de Amaro Neto como pré-candidato à prefeitura de Vitória. Durante as conversas, foram estudadas as perspectivas de coligações para a disputa.
 
Segundo a coordenação do SDD, o partido pretende lançar mais de 800 candidatos a vereador e 23 a prefeito em todas as regiões do Estado. A segunda fase do projeto será visitar cada um dos partidos. 

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