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Luciano está cada vez mais encurralado pelas forças palacianas

O ex-governador Renato Casagrande (PSB) declarou na última sexta-feira (15) ao jornal A Gazeta que espera que o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), a quem pretende apoiar na eleição deste ano, se movimente mais, buscando apoio político dos partidos para seu palanque. Mas o cenário de Vitória se mostra bastante hinóspito para que o prefeito, que vai vendo seu campo político se escolhendo mais a cada dia, dificultando sua estratégia de reunir forças para equilibrar o jogo político na busca à reeleição.
 
Isso porque o cerco palaciano à candidatura do prefeito está cada vez mais forte e as opções estão ficando escassas. No campo, há pelo menos seis partidos que estão prometendo candidaturas próprias em Vitória, algumas delas como parte de uma movimentação do governador Paulo Hartung (PMDB) para pulverizar o campo, dividindo votos. Outras, aproveitando o momento de desgaste da gestão para ganhar força.
 
Por um motivo ou por outro estão no campo hoje PSDB, de Luiz Paulo Vellozo Lucas; o PMDB, de Lelo Coimbra; o PMB, de Amaro Neto; o PT, que não terá João Coser, mas deve ter um nome do partido para disputar a eleição. Se a negociação entre Serjão Magalhaes e a Rede vingar, o vereador se soma ao grupo dos propensos adversários de Luciano em 2016. Há ainda o PSD com o deputado Enivaldo dos Anjos, nome de peso que promete balnaçar a disputa.
 
Para piorar a situação, o prefeito também não se movimenta bem. Andou mexendo com as lideranças comunitárias, mudou quadros dos partidos, cortou cargos comissionados, uma somatória que irritou a Câmara de Vereadores, já que ele desidratou os legisladores em suas comunidades. 
 
Essas movimentações prejudicaram as articulações dos prefeitos, que ficou sem espaço para se movimentar com os partidos da base na Câmara e ainda está enfrentando um cenário difícil também com os vereadores, que agora estão se rebelando contra o prefeito. 
 
Mas nem tudo está perdido para Luciano, pelo menos por enquanto. Além do PSB, do ex-governador Casagrande, ele ainda conta com o apoio do PP, que tem importantes dois minutos de TV. 

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