No momento em que o governador Paulo Hartung sancionou a Lei do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) da Região da Grande Vitória, no dia sete deste mês, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), viu soterrado de vez um de seus mais ambiciosos projetos: a melhoria de mobilidade urbana da capital.
Anunciado com grande pompa no início do seu primeiro mandato, em 2013, o projeto de mobilidade urbana de Vitória foi uma espécie de “carona” que Luciano Rezende pegou no governo de Renato Casagrande (PSB), seu aliado, que foi desativado na gestão Paulo Hartung, e cancelado de vez com o PDUI.
O projeto hoje se resume às obras de ampliação da avenida Leitão da Silva, marcadas pela morosidade.O PDUI estabelece as diretrizes e políticas públicas integradas para os municípios de Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória. O projeto começou a ser elaborado em 2016 e planejar o futuro da região para os próximos 30 anos, com metas de curto, médio e longo prazos, dentro dos quatro eixos norteadores, ordenamento territorial, meio ambiente, desenvolvimento econômico e mobilidade urbana.
Ao mesmo tempo, Luciano Rezende viu paralisados outros projetos que fizeram parte de seu plano de governo em 2013. A reurbanização da parte noroeste de Vitória, a Quarta Ponte (em parceria com o governo do Estado), e o Parque Zé da Bola, que deveria ser um marco da parte final da praia de Camburi, mas também não vingaram.
Na esfera política, o projeto de disputar o governo do Estado desmoronou e e sua influência no pleito de 2018 se resume em conseguir votos para o ex-governador Renato Casagrande, se este for candidato à sucessão de Paulo Hartung.
Com um volume de entrega de obras muito acanhado, o prefeito de Vitória fecha 2017 sem ter muito a comemorar. A não ser algumas premiações amplamente divulgadas pelo prefeito na imprensa, conseguidas por meio de justificativas superficiais. Números atualizados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a pobreza cresceu 25% no município. .

