O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), se articula para que a Câmara Municipal mantenha sob o controle de seu partido a Mesa Diretora que será eleita em agosto. O prazo de inscrição de chapas se encerra nesta sexta-feira (27).
Nesta quarta-feira (25), ele reuniu um grupo de vereadores, a fim de evitar a chamada “rebelião” de um grupo insatisfeito com a influência do prefeito nas decisões do legislativo e manter a candidatura do vereador Leonil Silva, do seu partido.
O grupo de “rebeldes” é formado pelos vereadores Mazinho dos Anjos (PSD), Sandro Parrini (PDT), Cléber Félix (PTB), Natan Medeiros (PSB), Davi Esmael (PSB), Dalto Neves (PTB) e Luiz Paulo Amorim (PV).
Se for mantido, o grupo ganhará a disputa, que ocorrerá entre 1º e 15 de agosto, levando em contas que o vereador a oposição, Roberto Martins (PTB), já declarou voto favorável à alternância de poder no Legislativo.
Os vereadores afirmam não ser de oposição a Luciano Rezende, mas não aceitam a interferência partidária na Casa, com a ocupação de cargos comissionados e presidência das comissões.
O grupo demonstra insatisfação com esse poder excessivo do PPS e não aceitam as articulações do prefeito visando eleger o vereador Leonil Silva, para substituir o atual presidente Vinícius Simões, do mesmo partido.
O vereador Roberto Martins afirmou que está com o bloco de “rebeldes”, sendo uma espéie de fiel da balança, caso seja mantido o movimento dos sete vereadores, o que garantiria a vitória.
Luiz Paulo Amorim e Cléber Félix, desse grupo, já colocaram seus nomes para disputar a Mesa Diretora, concorrendo contra Leonil Silva, que atualmente é líder do governo na Câmara.
O PPS começou a ocupar a Presidência da Câmara com a eleição do vereador Fabrício Gandini, posteriormente substituído por Vinícius Simões.

