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Magno Malta acredita em seu eleitorado fiel para reeleição em 2018

A solidão deve ser a companheira do senador Magno Malta (PR) na disputa ao Senado em 2018. O perfil dele e sua incompatibilidade no palanque de Paulo Hartung (PMDB) devem limitar a movimentação na busca pela reeleição.
 
Em meados do ano passado até o início deste ano, Malta chegou a se aproximar do colega de bancada Ricardo Ferraço (PSDB). Fizeram até algumas aparições juntos. Mas as movimentações do tucano o levaram para outro caminho. 
 
A solidão para Malta não seria novidade, já que em 2010, sua parceria com Ricardo Ferraço não foi correspondida. Houve uma articulação no palanque de Hartung, que  casou de forma indireta a candidatura de Ricardo com a da então candidata do palanque tucano, Rita Camata. A intenção do grupo de Hartung era impedir a eleição do republicano, mas não foi suficiente. Naquele momento, o senador tinha uma boa representatividade no Estado. 
 
Oito anos depois, a situação já não é tão boa. Malta tem mais público fora do Espírito Santo do que dentro. Além disso, seu partido tem desidratado, o que fez com que ele perdesse força política e o interesse do mercado. Mas ainda conta com um bom eleitorado conservador, que inflado por uma série de situações que estão sendo criadas por um grupo específico, pode dar ao senador a visibilidade que precisa. 
 
Mesmo assim, seu caminho para a reeleição, assim como o de Ricardo Ferraço, é difícil. Malta estaria conversando com o ex-governador Renato Casagrande (PSB) para buscar uma acomodação. Mas o grupo estaria buscando outra linha de disputa. Fala-se na tentativa de atração do deputado Sergio Majeski (PSDB) para o grupo, o que inviabilizaria, por uma questão de perfil, uma casadinha com Malta. Como Casagrande também é cotado para o Senado, a conta não fecha. 
 
Outro nome que Malta estaria buscando se aproximar é o apresentador de TV e deputado estadual Amaro Neto (SD), também cotado para o Senado. Mas como Amaro está ligado ao grupo de Hartung, o casamento também não daria certo. 
 
Para aumentar sua popularidade, Malta segue o trabalho na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus Tratos, que tem gerado, no mínimo, polêmica e rendido manchetes de jornal. Com isso, ele reforça o apoio de sua principal base, como fez com as bandeiras de eleições anteriores, como a CPI da Pedofilia e proposta de redução da maioridade penal. 

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