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Quarta, 21 Outubro 2020

Maior número de candidatos da Segurança é fruto da ilusão do uso da força, avaliam entidades

pm_leonardo_sa-9277 Leonardo Sá

Uma das características das eleições 2020, tendência registrada desde o último pleito, é o aumento no número de candidatos ligados à patente militares e a cargos da área da segurança pública em todo o País. "É reflexo da ilusão de achar que segurança pública é se pautar no punitivismo, no uso da força", analisa o integrante do Movimento Nacional de Direitos Humanos no Espírito Santo (MNDH), Gilmar Ferreira. Para ele, as propostas de gestão devem considerar, porém, questões como políticas sociais e estruturação de espaços comunitários.

As entidades de defesa dos direitos humanos também alertam para se repensar o modelo de segurança pública atual. "A gente quer um sistema de segurança cidadão, promotor dos direitos humanos, que não criminalize os pobres, a juventude negra, que proteja a vida em vez de exterminá-la", ressalta João José Barbosa Sana, integrante da Comissão de Promoção da Dignidade da Pessoa Humana da Arquidiocese de Vitória. 

Segundo João José, a segurança pública deve ser intersetorial, abrangendo a cultura, assistência social, integrando as políticas. "Segurança não é somente ação policial. A Polícia Militar tem seu papel a desempenhar nas prevenções. A Civil, nas investigações. A Guarda Municipal, também nas prevenções, mas segurança pública é muito mais que isso", defende.

Ele destaca que algumas iniciativas importantes no que diz respeito à segurança pública e que podem ser aplicadas nos municípios são a promoção da cultura de paz através da rede de educação, a atenção à saúde da mulher, e um sistema de notificação de casos de violências que gerem dados que possam ser utilizados na formulação de políticas públicas. "Os futuros prefeitos e vereadores devem defender a democracia, a destinação de recursos para políticas públicas prioritárias e o estímulo à participação social".

Gilmar Ferreira alerta para "o discurso que amplifica o ódio e conjuga com uma política que prioriza a morte" e que a violência tem muitas faces e muitas formas, havendo, inclusive, a que é praticada pelo Estado por meio da negação de direitos. "A gente tem que tomar cuidado, no pós-pandemia, para que os próximos prefeitos e vereadores não aumentem ainda mais essa violência, essa negação de direitos, alegando que o município está quebrado", destaca. 


Grande Vitória

Vitória tem três candidatos a prefeito que atuam na área da segurança pública: Capitão Assumção (Patriota), Coronel Nylton (Novo) e Delegado Pazolini (Republicanos). 

Capitão Assumção coloca a segurança como um dos sete principais eixos de proposta em seu plano de governo. Nele, há propostas como reorganização da estrutura da Guarda Municipal, criando a Guarda Civil Metropolitana de Vitória; integração da Guarda Municipal com a Polícia Militar (PM); criação de um novo Plano Municipal de Segurança; instituir e ampliar programas de educação e prevenção ao crime e à violência voltados para as crianças; novo plano de cargos e salários para a Guarda; e ampliação da rede de videomonitoramento. 

Coronel Nylton também tem propostas com foco na Guarda Municipal, como investimento em tecnologia, inteligência, infraestrutura, armamento, equipamento e qualificação; melhoria da infraestrutura urbana, principalmente nos lugares com maiores indicadores criminais; além de criação de programa integrado de combate a violência contra a mulher.

Delegado Pazolini tem como uma de suas propostas a criação de grupamentos de segurança municipal com foco na proteção a crianças, adolescentes, mulheres e idosos, além de grupamentos comunitários, Tático Operacional, Escolar; e Marítimo e Ambiental. Algumas das demais propostas são valorização do Conselho Municipal de Segurança; enfrentamento aos crimes contra o patrimônio; e criação da Força de Segurança Metropolitana. 

Em Vila Velha, Coronel Wagner (PL), do Corpo de Bombeiros, propõe capacitação da Guarda Municipal; criação de unidade canina na Guarda para fortalecer patrulhamento e coibir o uso e comércio de drogas ilícitas; e criação do Fundo para a Segurança; criação de Centro Integrado para reunir todos os órgãos e secretarias municipais e os demais entes federativos, aglutinando ações de educação, trabalho social, iluminação pública, ocupação dos espaços públicos, esporte e oportunidades. 

Em Cariacica, o candidato da segurança pública é o Subtenente Assis (PTB), que tem como algumas de suas propostas ampliação das áreas monitoradas da cidade; instalar portais nas principais saídas do município, funcionando como módulos locais da Guarda Municipal; criação do Centro Especializado no Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica, articulado com o projeto Casa da Mulher Brasileira do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; implantação do Centro da Juventude com foco em ações como formação para o mercado de trabalho e inclusão digital; e estímulo ao empreendedorismo.

Em Viana, Cabo Max (PP) aposta em ações como implementação da interação de radiocomunicação entre a Guarda Civil e Polícia Militar; municipalização e humanização do trânsito de Viana; reestruturação do Disque Silêncio; e parceria junto ao Governo do Estado para a instalação de um batalhão da PM devido ao crescimento populacional e econômico no município.

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Comentários: 3

Moacir Rezende em Domingo, 18 Outubro 2020 19:08

Na história apontem uma única força de segurança que tenha protegido a população contra ditadores.

Na história apontem uma única força de segurança que tenha protegido a população contra ditadores.
Daniel Soares Ferreira em Domingo, 18 Outubro 2020 23:33

Lixo de matéria .vcs querem é denegrir a imagem da PM

Lixo de matéria .vcs querem é denegrir a imagem da PM
Gilmar Barboza de Lima em Segunda, 19 Outubro 2020 10:01

Exatamente, amigo, lixo de matéria, má intencionada! Possivelmente, os responsáveis pela edição, bancados por bandidos que tomam conta de organizações criminosas disfarçadas de ONG. Será que os mesmos responsáveis se preocupam em combater PCC, CV dentre outras organizações ou será que estão juntas e estes editores não são representantes dos mesmos PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL
e COMANDO VERMELHO?

Exatamente, amigo, lixo de matéria, má intencionada! Possivelmente, os responsáveis pela edição, bancados por bandidos que tomam conta de organizações criminosas disfarçadas de ONG. Será que os mesmos responsáveis se preocupam em combater PCC, CV dentre outras organizações ou será que estão juntas e estes editores não são representantes dos mesmos PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL e COMANDO VERMELHO?
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