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Maioria das correntes do PT é favorável à saída do governo Hartung

Após a votação do impeachment da presidente Dilma na Câmara dos Deputados, aumentou a pressão para que o PT capixaba deixe o governo Paulo Hartung (PMDB). Até mesmo o quase sempre comedido deputado federal Givaldo Vieira subiu o tom das críticas pela permanência do espaço destinado ao partido na equipe de Hartung
 
O movimento contra a participação do PT no governo Paulo Hartung, que começou ainda em 2014, com as correntes Articulação de Esquerda, da ex-deputada Iriny Lopes, e parte da Construindo um Novo Brasil (CNB), a chamada corrente lulista, de Perly Cipriano, no Estado, que sempre defenderam a não participação do partido no governo. Também recebiam o apoio da Juventude do partido para evitar uma aliança com o governo eleito no palanque de Aécio Neves. 
 
Mesmo assim, o espaço do PT foi ocupado pelo ex-prefeito de Vitória João Coser, na Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano e na Agência de Desenvolvimento em Rede (Aderes), com a ex-deputada Lúcia Dornellas. A pressão começou aumentar, porém, na medida em que o PT e o PMDB nacionais entravam e rota de colisão. 
 
O governador Paulo Hartung nunca chegou a firmar uma posição contrária ao governo Dilma, mas o deputado federal Lelo Coimbra, aliado de Hartung, vinha reverberando o posicionamento do PMDB capixaba de apoiar o impeachment da presidente Dilma. 
 
Em nota o governador pediu celeridade ao processo no Senado, e mesmo não definindo oficialmente um posicionamento, os encontros de Hartung e Temer, de dezembro passado, sugerem aos membros do partido que o governador também agiu em favor da derrocada da presidente. 
 
Hoje, a maioria no partido é pela saída do governo. Em sua página no Facebook, a Democracia Socialista, do ex-secretario de Turismo do Estado, Alexandre Passos, publicou uma texto explicando os motivos pelos quais a corrente, que sempre foi ligada a Coser, também defende hoje a saída do governo. “Não existe condição política para continuar participando de um governo que participa do golpe e nos humilha publicamente”.
 
A outra parte da CNB, que tem como principal liderança, o deputado estadual José Carlos Nunes, deve definir ainda nesta terça-feira sua posição sobre o assunto. Nunes, que é oriundo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), vem sendo pressionado pelos sindicatos ligados à área pública, a romper com o governo, diante da falta de diálogo do governo com as categorias. 
 
Até mesmo dentro da corrente de Coser, a Alternativa Socialista (AS), já existem descontentes com a aliança do partido com o PMDB, como o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, Carlos Casteglione. Neste sentido, a tendência é de que o partido defina pela saída. 
 
Para alguns interlocutores, o próprio Coser já estaria balançado sobre sua participação na equipe de Hartung.

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