O movimento na tarde desta terça-feira (4) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) foi bem menor do que esperavam os técnicos da corte. Faltando menos de duas horas para o fim do prazo para a entrega da prestação de contas dos candidatos, que concorreram no primeiro turno das eleições deste ano, mais de 600 balancetes ainda não haviam sido apresentados ao TRE.
Por volta das 17 horas, algumas pessoas ainda tiravam dúvidas sobre a documentação a ser entregue. Após as 19 horas, senhas seriam distribuídas para os retardatários, mas a tendência é de que muita gente deixe de prestar contas da campanha eleitoral.
O Tribunal dará preferência aos candidatos eleitos, que serão diplomados no dia 18 de dezembro e para os suplentes. O governador eleito Paulo Hartung (PMDB) já entregou a prestação de contas. Dos 10 deputados federais eleitos, apenas quatro – Givaldo Vieira (PT), Paulo Foletto (PSB), Marcus Vicente (PP) e Max Filho (PSDB) – confirmaram a entrega. Entre os suplentes, na disputa federal Norma Ayub (DEM) entregou os documentos e na estadual, Hilário Hoepke (PPS), Luiz Durão e José Esmeraldo (PMDB) também foram pontuais.
Entre os deputados estaduais eleitos 18, entregaram os documentos: Gilsinho Lopes (PR), Marcelo Santos (PMDB), Almir Vieira (PRP), Euclério Sampaio (PDT), Erick Musso (PP), Hércules Silveira (PMDB), Guerino Zanon (PMDB), Hudson Leal (PRP), Padre Honório (PT), Janete de Sá (PMN), José Carlos Nunes (PT), Freitas (PSB), Marcos Mansur (PSB), Marcos Bruno (PRTB), Eliana Dadalto (PTC), Rodrigo Coelho (PT), Sérgio Mageski (PSDB) e Theodorico Ferraço (DEM).
Após a entrega, a expectativa é de que até o fim da semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgue as prestações de contas. A curiosidade do mercado político e do eleitorado é sobre os doadores de campanha.
Além dos candidatos, o prazo também termina para partidos políticos, em conjunto com os seus respectivos comitês financeiros. Durante a campanha eleitoral já ocorreram duas prestações prévias, mas a que finaliza é a única completa, pois possibilita o controle efetivo por parte do TRE-ES, que verifica se foi cometido algum abuso ou irregularidade durante a campanha.
Se as contas forem julgadas como não prestadas pelo TRE-ES, o candidato ficará impedido de obter certidão de quitação eleitoral até o final da legislatura, persistindo a restrição após esse período até que haja a efetiva prestação de contas. Para o partido político, a sanção é a perda do direito de receber novas quotas do fundo partidário.

