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Maioria na bancada capixaba é contra a reforma da Previdência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já manifestou sua posição sobre a pauta mais decisiva para o governo federal neste fim de ano. O clima no plenário não garante a votação da reforma previdenciária. Nesse contexto, a bancada capixaba também segue esse entendimento. 
 
Segundo um levantamento publicado nesta sexta-feira (1), pela Folha de S. Paulo, há ainda 44 parlamentares indecisos, 15 que afirmaram que vão seguir a posição do partido e 107 que não quiseram responder a enquete. A reportagem não conseguiu localizar 78 deputados. Mas o levantamento aponta que hoje Temer está longe de ter os 308 votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
 
Dos dez deputados federais pelo Espírito Santo, seis votarão contra a reforma da Previdência: Givaldo Vieira e Helder Salomão, do PT; Norma Ayub (DEM), Carlos Manato (SD), Paulo Foletto (PSB) e Sérgio Vidigal (PDT). O deputado Lelo Coimbra (PMDB), líder da maioria de Temer na Câmara, vai votar a favor da proposta. 
 
O deputado Marcus Vicente (PP) disse à reportagem da Folha que está indeciso. Mas a tendência é de que ele siga o mesmo entendimento da reforma trabalhista, votando favoravelmente à proposta, já que seu partido tem adotado uma postura de apoio irrestrito ao governo federal no Congresso em troca de cargos que a legenda tem recebido de Temer.
 
O deputado Evair de Melo (PV) não quis responder à pergunta e o deputado Jorge Silva (PHS) não foi encontrado pela reportagem da Folha. Ao ser procurado por Século Diário, o deputado Jorge Silva afirmou que no  momento está estudando o último relatório e ouvindo a base. Só depois vão se posicionar, além de ouvirem antes a orientação do partido. 
 
A baixa popularidade do presidente Michel Temer é um fator que trava a discussão, sobretudo em um assunto que pode ter repercussão eleitoral em 2018. Mas ao se posicionar, em maioria contra a PEC, a bancada também se desalinha com o discurso do governador Paulo Hartung, entusiasta da reforma da Previdência.
 
Defensor do Estado mínimo, mesmo que isso signifique deixar de investir em políticas sociais, Hartung sai em defesa da reforma da Previdência, com um estopim, inclusive, para trazer isso para o Estado. Em agosto passado, ele deu uma entrevista longa ao Valor Econômico defendendo a urgência na aprovação da matéria e cobrou mais investida do governo na propaganda da reforma. 
 
Na ocasião, Hartung afirmou que a ampla rejeição da sociedade à reforma pode ser desmontada, mesmo que a tramitação da emenda não se conclua este ano e avance nos primeiros meses de 2018. Para o governador, as consequências da gravidade da crise fiscal ainda não foram comunicadas com eficiência à opinião publica, e aí sim esta seria uma tarefa compartilhada pela classe política alinhada à tese como um todo.
 
Ainda ao Valor, à ocasião, Hartung afirmou que não acreditar que o eleitor rejeite o deputado que votar a favor da reforma. Mas não é bem assim que os deputados estão entendendo os sinais da rua. Muitos parlamentares não vão tomar partido do governo e arriscar não conseguir se reeleger em 2018. 
 
O interesse do governador na reforma está na adequação dos estados. “Uma vez aprovando lá, fica mais fácil mexer aqui [nos estados]. Pelo que está em discussão, lá [em Brasília] estão incluindo os servidores estaduais e os municipais. Nós vamos ter um prazo para aderir às reformas. Você criando a norma federal, cria um balizamento para fazer a discussão em todas as regiões. A norma de lá nos dá seis meses para aderir, e é uma boa norma”, disse ao Valor na época.

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