Em sua coluna neste fim de semana, em Século Diário, Rogério Medeiros aponta o silêncio do deputado estadual Sergio Majeski (PSDB) sobre a disputa ao governo no próximo ano, como um fator importante para que o governador Paulo Hartung (PMDB) construa com tranquilidade um palanque de reeleição.
“As lideranças com perfil mais tradicional vão ocupando o campo porque o novo, contrariando a expectativa do eleitorado, ainda não deu as caras. O deputado estadual Sergio Majeski (PSDB) ainda não se rendeu aos apelos do eleitorado e segue omisso sobre a disputa ao governo”, diz a coluna.
Nas redes sociais, o deputado se posicionou. “Respondendo a inúmeros questionamentos sobre 2018. Embora não seja uma decisão individual ou unilateral, existe sim a possibilidade de que eu seja candidato ao governo do ES ou ao Senado”, afirmou o deputado em sua página no Facebook.
O parlamentar vem sendo cotado como uma liderança em condição de levar o discurso do “novo” para o processo eleitoral do ano que vem, mas não tem se colocado de forma efetiva como candidato. Eleito com pouco mais de 12 mil votos em 2014, hoje Majeski tem uma popularidade muito grande Estado afora que lhe garante uma capilaridade para voos bem mais altos.
Majeski, porém, tem a cautela de mostrar que a decisão passa por um entendimento do partido. O PSDB estadual tem em grande parte apoiado o deputado. Mas as conversas do governador Paulo Hartung, desafeto político de Majeski, com a cúpula nacional do PSDB pode mudar os planos do parlamentar.
Se Hartung entrar no partido, por cima, Majeski será obrigado a procurar outra legenda se quiser disputar a eleição majoritária. O tucano teria convites da Rede e do PV. No Senado, a situação também é complicada, já que o senador Ricardo Ferraço (PSDB) tem a prerrogativa do partido para a disputa à reeleição para a sua vaga.

