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Majeski aponta disparidade entre Escola Viva e outras unidades de ensino

Depois de seis meses desde a implantação da unidade-piloto do programa Escola Viva na rede de ensino do Estado, o deputado Sérgio Majeski (PSDB), que é crítico à forma com que o programa vem sendo imposto pelo governo do Estado, conseguiu finalmente visitar nesta sexta-feira (11) a unidade piloto, que funciona nas instalações da antiga faculdade Faesa, em São Pedro, Vitória.
 
O deputado, que também é professor, elogiou as instalações, mas apontou a disparidade entre o Escola Viva e as demais unidades da rede estdual de ensino, começando pelos próprios prédios. O deputado que já visitou este ano mais de 130 escolas das cerca de 600 da rede estadual, pôde, melhor do que ninguém, constatar a disparidade de realidade entre uma escola do programa e uma unidade da rede.
 
Para o deputado, o programa não tem condições de oferecer a mesma qualidade nas demais unidades de ensino do Estado, porque a estrutura das escolas precisa ser melhorada antes de receber qualquer tipo de mudança na dinâmica escolar. 
 
Ele destacou, por exemplo, a dificuldade das escolas em conseguir manter a segurança, já que na política de contenção de despesas implantada pelo governo no início do ano, foram cortados os seguranças das escolas que têm menos de 500 alunos. No Escola Viva, porém, em que o número de estudantes gira em torno de 300, há vigilância 24 horas. 
 
Para a implantação do Escola Viva São Pedro, o governo do Estado firmou um contrato de aluguel do prédio da Faesa com duração de cinco anos pelo valor de quase R$ 63 mil. A expectativa é de que o governo adquira o imóvel por R$ 2 milhões, após 30 meses de contrato. A notícia seria boa para o dono do prédio, o empresário Alexandre Theodoro. Ele, aliás, também é membro do Grupo de Trabalho que define as estratégias do programa na ONG Espírito Santo em Ação. Talvez, a sugestão do locar o prédio para o governo tenha partido dele. Assim se resoolviam dois problemas: o governo encontrava um endereço para o Escola Viva e Theodoro se livraria do prédio encalhado.
 
Em meio às discussões na Assembleia para a aprovação do projeto, Majeski enviou em junho passado o Requerimento de Informação nº 122  ao secretário da Educação, Haroldo Rocha, solicitando cópia do contrato de locação com a Associação Educacional de Vitória (AEV), do grupo Faesa.
 
O deputado queria saber qual a área de fato que seria usada do prédio da Faesa e se há mesmo a possibilidade de compra do prédio após três anos de locação, como foi negociada essa cláusula do contrato e se o valor será corrigido. Majeski questionou o secretário de Educação também sobre a participação da ONG empresarial ES em Ação no projeto e, principalmente, o porquê de a contratação ter sido feita com a dispensa de licitação. As respostas da Sedu foram evasivas.

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