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Majeski classifica Escola Viva como um programa ‘marqueteiro’ e ‘politiqueiro’

A tropa de choque do governo do Estado na Assembleia entrou em campo para defender o Escola Vida, projeto de vitrine da campanha eleitoral de Paulo Hartung (PMDB) para a educação, que vem causando muita polêmica na comunidade escolar. Os deputados da base não gostaram das críticas do deputado Sérgio Majeski (PSDB) à situação das demais escolas do Estado. Ele classificou o Escola Viva como um programa “marqueteiro” e “politiqueiro”. 
 
A discussão aconteceu na manhã dessa quarta-feira (9), durante  a discussão do programa, que cria o Centro Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral (Escola Viva) Joaquim Beato, no município da Serra, que vai passar a funcionar a partir do próximo ano. 
 
A presidente da Comissão de Educação da Assembleia, deputada Luzia Toledo (PMDB), fez um pronunciamento elogiando o projeto-piloto, que funciona no prédio da antiga Faesa, em São Pedro, Vitória. Embora não tenha ocorrido qualquer visita de acompanhamento do grupo formado pela comunidade escolar e Ministério Público ao projeto-piloto, as palavras de “sucesso” do projeto vieram de uma visita programada da Comissão de Educação à unidade. 
 
Em seguida, o deputado Sérgio Majeski (PSDB) fez um duro discurso sobre a situação das demais escolas do Estado, que têm estrutura física precária. Quando Majeski deixou a tribuna, a presidente da comissão comentou próxima do microfone aberto de que o tucano estaria “jogando para a plateia”. Ela foi repreendida pelo primeiro secretário da Mesa, Enivaldo dos Anjos (PSD). “Respeite o discurso do colega”, afirmou. 
 
Em seguida, com um tom mais elegante, o deputado Rodrigo Coelho (PT) também tentou desconstruir o discurso de Majeski, afirmando que o tucano disse que não entraria no mérito da questão e entrou. Disse ainda que uma mudança dessas não poderia ser feita de uma vez só. 
 
Ele foi aparteado pelo deputado Freitas (PSB), que afirmou que um aluno teria colocado cadeados na escola Marita Motta para evitar a entrada dos estudantes porque não concordava com a implantação do Escola Viva na unidade. Mas a situação no município é bem diferente do que relatou Freitas. A Superintendência de Educação mateense foi ocupada por estudantes de três escolas, porque a comunidade escolar rejeitou o projeto e o governo está desrespeitando a decisão, ao impor o programa na escola. 
 
Euclério Sampaio (PDT) foi outro que tentou desqualificar o discurso de Majeski. Ele insinuou que o tucano, que é professor da rede particular de ensino, estaria fazendo uma campanha de depreciação da escola pública para levar estudantes para rede privada, como se a população carente atendida pelas escolas estaduais tivesse recursos para essa migração. O pedetista afirmou ainda que o Escola Viva está “tirando os menores da rua”
 
Apesar do discurso dos governistas em defesa do programa, a comunidade escolar se queixa que o governo tem imposto o Escola Viva. A escola em tempo integral tem forçado a desistência de estudantes do turno noturno em todo o Estado. 

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