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Majeski mostra números e aponta caos na segurança pública do Estado

O Espírito Santo está à mercê da criminalidade e o governo tenta medidas mágicas em ano eleitoral. São R$ 200 milhões gastos em publicidade para criar uma imagem de eficiência, com um Estado largado às traças.
 
A afirmação é do deputado estadual Sergio Majeski (PSB) e foi feita nesta quarta-feira (2), em pronunciamento na Assembleia Legislativa, quando criticou as políticas públicas de segurança do governo Paulo Hartung.
 
Ele disse, citando dados oficiais, que o Estado é o segundo que mais mata jovem de 12 a 17 anos e o governo continua fechando turmas, turnos e escolas. Soma-se ao cenário a ineficiência do Judiciário, um sistema penitenciário que não ressocializa ninguém, e a lotação do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases).
 
A falta de investimentos é um dos principais fatores para o aumento da criminalidade nos últimos anos, como está demonstrado nos índices de violência mais recentes, segundo o parlamentar. 
 
“A PM do Espírito Santo tem um déficit de 1.775 policiais. É um número maior do que o número de PMs que atende a todo o norte e noroeste do Estado, que são 1.750”, disse Majeski.
 
Em vários municípios, o número de policiais é menor que o de seguranças do ex-secretário de Segurança, André Garcia (MDB), que deixou o cargo para se candidatar na disputa deste ano. São cinco, seis ou sete policiais pra dar conta de um município inteiro. 
 
O deputado criticou, também, os baixos salários dos policiais e a estrutura das polícias Militar e Civil, inclusive com redução de seu efetivo. “Nos últimos 10 anos, o efetivo da Polícia Civil foi reduzido em aproximadamente 40%”, afirmou. 
 
No mesmo período, os índices de criminalidade cresceram, com maior ênfase em fevereiro de 2017, em decorrência da greve da Polícia Militar, quando mais de 200 homicídios foram registrados no Espírito Santo.
 
Em seu discurso, Sergio Majeski afirmou que a “Polícia Civil, tal qual a PM, não tem equipamentos, tecnologia suficiente e não dá conta de investigar o que está ocorrendo”. 
 
Policiais
 
O deputado lembrou que a violência atinge os próprios policiais. “Há cerca de uma semana, mais um policial foi assassinado”, disse. “O número de assaltos, roubos, assassinatos, arrombamentos e roubo de cargas aumentam a olhos vistos. É uma fantasia dizer que violência tem diminuído, é uma mentira deslavada”.
 
Majeski ainda criticou o anúncio de concurso para a PM feito pelo Executivo em ano eleitoral. “No último ano de mandato, anuncia concurso para 300 vagas, sabendo que tem de fazer o curso preparatório ainda e que leva uns dois anos para os policiais irem às ruas”, argumentou.

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