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Manato pode ser opção para o Senado com Magno Malta vice de Bolsonaro

A composição da chapa do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) para concorrer à Presidência da República, tendo o senador Magno Malta (PR) como vice, abre a perspectiva para o deputado federal Carlos Manato ser opção para concorrer ao Senado para dar palanque ao presidenciável no Estado. 
 
A indicação do nome de Manato pode contribuir para complementar a estratégia da equipe de Bolsonaro, que consiste em colocar ele de um lado, com seus discursos direcionados a um público específico ,e, de outro, Magno Malta se dirigindo principalmente aos evangélicos mais conservadores e sem acesso a outros meios de comunicação fora dos púlpitos das chamadas igrejas e TVs. 
 
A se confirmar a formação da chapa com Magno Malta na vice, haverá a necessidade de um fortalecimento da candidatura no Espírito Santo. Com essa finalidade, o deputado Carlos Manato se juntaria a Magno Malta, visando motivar o eleitorado para esses temas, para dar maior credibilidade às mensagens. 
 
Magno Malta ganhou notoriedade no Brasil por meio de suas campanhas oportunistas e de forte apelo popular, que mexem com o emocional de uma camada da população, mas que se mostram distantes da realidade. 
 
Manato trabalha para ser deputado federal, mas a estratégia pode ser alterada. Para tanto, ele busca reforço entre o público evangélico, a partir da congregação religiosa que frequenta, a Maranata.
 
Magno Malta vem perdendo espaço político nos últimos anos e sempre disputou as eleições com bandeiras que lhe garantiam muita visibilidade. Em sua primeira disputa ao Senado, em 2002, foi a participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico que lhe rendeu a pauta para sair da Câmara dos Deputados para o Senado.
 
O senador teve de se licenciar do cargo por problemas de saúde, dando espaço ao suplente Xyco Pneus, que acabou se envolvendo em um escândalo, desbaratado pela Operação Esfinge, em 2006, e que investigou crimes de descaminho, sonegação fiscal, falsificação de documentos públicos e particulares e corrupção.
 
Isso acabou desgastando o titular da vaga, que ao retornar ao Senado, investiu na CPI da Pedofilia, que garantiu um ganho à sua imagem e ajudou a construir o discurso para a reeleição, em 2010, que foi “enriquecido” com a defensa da redução da maioridade penal, promessa de campanha que não conseguiu cumprir. 

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