A eleição da Mesa Diretora da Assembleia chamou a atenção dos meios políticos pela desconstrução de uma candidatura que estaria consolidada pelo deputado Theodorico Ferraço (DEM), que iria para o quarto mandato à frenre da Casa. Mas um movimento de bastidores frustou os planos de Ferraço e levou Erick Musso (PMDB) ao comando do Legislativo estadual.
Logo no primeiro mês à frente da Casa, o novo presidente enfrentou uma crise sem precedentes na segurança pública, porém, mostrou a inexperiência do peemedebista. Por outro lado, para os meios políticos, revelou uma liderança que atuou nos bastidores e que hoje seria o homem forte do governo na Mesa Diretora. Trata-se do vice-presidente da Mesa, Marcelo Santos (PMDB).
A relação do deputado com o governador é conturbada. Em 2012, o parlamentar disputou a eleição para a prefeitura de Cariacica e não recebeu o apoio do governador Paulo Hartung. Aliás, nos bastidores, o comentário na época foi de que Hartung teria sido um dos agentes que ajudou a desidratar Marcelo Santos no segundo turno contra Juninho (PPS).
Em 2014, Marcelo Santos fez parte de um movimento no PMDB que pretendia evitar a candidatura própria do partido ao governo do Estado, apoiando a reeleição de Renato Casagrande (PSB). Mas Hartung mostrou força dentro do partido e acabou sendo o candidato do PMDB.
Dois anos mais tarde, a neutralidade do já governador Paulo Hartung, na disputa a prefeito de outubro passado em Cariacica, deixando o fiel ao Palácio Anchieta, Juninho, abandonado, foi interpretada como um apoio indireto a Marcelo Santos.
Agora o deputado teria sido um dos principais agentes para enfraquecer a candidatura de Theodorico Ferraço (DEM) à presidência da Assembleia, o que atenderia ao interesse do governador em enfraquecer o demista, cujo filho, Ricardo Ferraço (PSDB), passou a ser um dos obstáculos à campanha de Hartung ao Senado em 2018.
Marcelo Santos hoje seria o nome que faz o intermédio entre o Legislativo e o Executivo e acomodando as lideranças e apagando incêndios entre os deputados e o governador do Estado. Uma parceria que antes Hartung tinha com Ferraço e que mantém a Assembleia dentro do campo de controle do governador.

