domingo, abril 5, 2026
30.9 C
Vitória
domingo, abril 5, 2026
domingo, abril 5, 2026

Leia Também:

Mercado político especula ‘acordão’ entre Hartung e Casagrande para 2018

Ganha força nos meios políticos a ideia de que o governador Paulo Hartung (PMDB), por meio de interlocutores, estaria buscando uma costura para apaziguar os ânimos de olho no processo eleitoral de 2018. Neste contexto, não estaria descartada uma aproximação com o ex-governador Renato Casagrande (PSB). Os comentários nos meios políticos sugerem um acordo que acomode Hartung na disputa a reeleição e garanta um arco de alianças para Casagrande disputar o Senado.
 
Essa “aliança” entre Hartung e Casagrande seria para lá de velada. Um arranjo meramente circunstancial. Uma espécie de armistício, que se restringe apenas a esse não ataque. Mas que não passa disso. Obviamente, ninguém verá os rivais em um mesmo palanque no próximo ano. 
 
Como Hartung e Casagrande apareceram nas delações de ex-executivos da Odebrecht como articuladores de recursos repassados pela empresa às campanhas eleitorais, via “caixa dois”, nenhuma das duas lideranças estaria disposta a um enfrentamento que expusesse ainda mais as denúncias que eles, neste momento, querem simplesmente abafar.
 
Paralelamente, o desgaste exige que ambos busquem mandatos no próximo ano. Hartung tinha visão mais ampla, nacionalmente, mas sofreu desgastes no início do ano, que teriam feito naufragar seu projeto nacional. Mas, se conseguir limpar o campo, teria uma campanha tranquila à reeleição para o quarto mandato à frente do governo do Estado.
 
Três anos após deixar o governo, a planície teria causado uma desidratação considerável na musculatura política de Renato Casagrande, e, a leitura nos meios políticos é de que sem um acordo ele teria espaço apenas na disputa de deputado federal. Com um empurrão palaciano, nos bastidores, porém, pode se arriscar na disputa ao Senado.
 
A tentativa de aproximação estaria visando a esvaziar um bloco de alianças que teria além de Casagrande e do prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS), a senadora Rose de Freitas (PMDB), essa sim, grande preocupação no Palácio Anchieta. Sem nada a perder, a peemedebista poderia ser uma perigosa candidata ao governo, fora do controle do governador. Se Hartung deixar o PMDB, como sinaliza, o caminho ficaria livre para a senadora construir uma candidatura ao governo fora da influência de Hartung.
 
Embora construa uma carreira política solo, Rose precisaria da unidade do bloco de Casagrande para erguer um palanque majoritário no Estado, mas com a sinalização de que o bloco começa a se enfraquecer, sobretudo após os movimentos que apontam para o esvaziamento do PV, um dos partidos aliados, a possibilidade de a senadora ficar isolada no processo é grande.

Mais Lidas