Durante o processo eleitoral de 2014, ganhou destaque nos bastidores políticos, a história de que a senadora Rose de Freitas (PMDB) teria conseguido o apoio financeiro do seu primeiro suplente, o empresário paulista Luiz Pastore, diante da promessa de que ela deixaria o mandato com a disputa municipal de 2016.
Hoje o cenário político é favorável para que a senadora entre na disputa à Prefeitura de Vitória na eleição do próximo ano, mas aparentemente isso não deve acontecer. O governador Paulo Hartung (PMDB) estaria articulando a possibilidade da entrada na disputa pela Capital do deputado federal Lelo Coimbra, aliado de primeira hora do governador.
A senadora não tem hoje o mesmo controle sobre o PMDB, sobretudo sobre o PMDB de Vitória, que foi escolhido com a influencia do hoje conselheiro do Tribunal de Contas, Sérgio Borges, que formou o diretório quando era deputado estadual.
Para os meios políticos, a chegada de Rose de Freitas ao Senado foi uma questão circunstancial. Isso porque havia uma expectativa de que o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) disputasse a vaga, mas ele desistiu. Outro nome que tinha muita musculatura para a disputa era o do delegado Fabiano Contarato, mas ele também deixou a disputa.
Rose de Freitas disputou a eleição neste cenário sem grandes favoritos. Em Vitória, a peemedebista foi a mais votada: recebeu 66.771, dos 776.978 votos da eleição ao Senado. Um retrospecto bem melhor do que o ex-prefeito da Capital João Coser (PT) que recebeu 338.810 votos, sendo 43.344 em Vitória.
Embora tenha um capital, bem menor o deputado Lelo Coimbra já estaria conversando com lideranças políticas e empresariais no sentido de construir sua candidatura à prefeitura. Na disputa do ano passado, no cenário de Vitória, Lelo foi o segundo mais votado na disputa por uma cadeira na bancada federal, mas a votação foi baixa, 11.849 dos 94.759 votos que teve no Estado. O mais bem votado foi Luiz Paulo Vellozo Lucas, que obteve na Capital 25.371 dos 49.729 conquistados no Estado.