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Mesmo condenado a 12 anos de prisão, Lula é candidato, garante o PT

A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, Sul do País, não conseguiu esmorecer o partido, que mantém a candidatura dele à Presidência da República nas eleições deste ano. 
 
O julgamento, em segunda instância, ocorreu nesta quarta-feira (24) e mobilizou o País, com realização de concentrações prós e contras ao processo instaurado a partir de inquérito da Operação Lava Jato, que indiciou o ex-presidente de ter recebido um apartamento triplex em Guarujá, litoral paulista, como propina da construtora OAS.  
 
Em Vitória, os protestos se resumiram a uma concentração durante parte do dia na Praça Costa Pereira, com a participação, em horários alternados, de pouco mais de 300 pessoas. 
 
Participaram representantes de movimentos sociais, artistas e profissionais liberais, além de dirigentes petistas, entre eles, o presidente estadual do Partido, João Coser, a ex-ministra Iriny Lopes e Perly Cipriano.
 
“A Justiça sai amesquinhada desse julgamento, com uma condenação sem prova”, ressalta Perly. Ele acrescenta que a candidatura de Lula será registrada no dia 5 de agosto, dentro das normas da Justiça Eleitoral. 
 
O dirigente petista reafirmou que Lula terá palanque no Espírito Santo e citou prováveis alianças, que poderão ser firmadas com o PDT, PCdoB, PSDB, PV e Psol, ainda com algumas resistências.  
 
O partido acredita na vitalidade que Lula pode oferecer ao PT na campanha eleitoral, como candidato à Presidência da República ou mesmo fora da disputa, já que o ex-presidente garantiu que, em qualquer cenário, fará campanha para os correligionários no País. O PT tem hoje dois deputados federais, Givaldo Vieira e Helder Salomão, e dois estaduais, Nunes e Padre Honório. 
 
O TRF-4 julgou nesta quarta recursos da defesa do ex-presidente contra a sentença do juiz de Curitiba, Sérgio Moro, que condenou Lula, em 2017, a nove anos  e meio de prisão. 
 
Essa pena foi aumentada no julgamento do recurso, com base do voto do relator do processo, desembargador Pedro Gebran Neto. “Culpabilidade extremamente elevada e, infelizmente, se está condenando um ex-presidente da República “, disse ele, em seu voto. 
 
O revisor do processo do triplex do Guarujá e presidente da 8ª Turma do TRF4, o desembargador Leandro Paulsen proferiu o segundo voto contra Lula, seguindo o relator, Gebran Neto, e confirmando a sentença do juiz Sergio Moro.
 
Ele negou todos os pedidos da defesa e pediu a prisão do ex-presidente logo após o cumprimento dos embargos no tribunal de Porto Alegre, para que Moro execute a pena.
 
O terceiro a votar, o desembargador Victor Luiz dos Santos Laus, acompanhou os outros dois:  “Após ouvi-los, eu expungi, retirei, anulei, apaguei qualquer dúvida que poderia ter acerca do caso”, disse ele. 

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