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Militância não será ouvida sobre decisão do PT de ficar ou sair do governo Hartung

O diretório estadual do PT se reúne no próximo sábado (30) para definir se o partido vai deixar ou não o governo Paulo Hartung (PMDB). Mas nos bastidores, o clima é tenso entre lideranças e bases. Havia uma demanda para que a militância pudesse ser ouvida, mas o partido vai definir seu futuro apenas com o posicionamento do diretório. 
 
O diretório tem a influência do grupo do secretário de Habitação e Desenvolvimento, João Coser, que seria o principal cargo em questão. Mas os membros do diretório estão sob pressão das suas respectivas bases, que defendem a saída do governo, tornando o clima pesado no partido. Coser estaria balançado a sair do governo, mas até o momento continua ocupando a cadeira de secretário. 
 
O PT teria 15 cargos no governo e alguns nomes já estariam deixando seus postos. Mas Coser e a diretora-presidente da Agência de Desenvolvimento em Rede (Aderes), Lucia Dornellas ainda não definiram suas posições. os dois petistas, porém, têm sofrido pressão. Algumas correntes do partido, como a Articulação de Esquerda e a CNB, se posicionaram desde o fim da eleição de 2014 contrários à entrada do partido no governo. 
 
A partir da discussão sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff e o posicionamento do PMDB em favor da saída da petista, outras correntes aderiram a saída, como a Democracia Socialista, que na semana passada divulgou carta defendendo o desembarque do partido do governo Hartung. A Juventude do PT também é favor da saída. 
 
Um grupo que não quer abrir mão da participação no governo é o do deputado estadual José Carlos Nunes, que pertence a uma outra corrente ligada à CNB. O deputado vem defendendo a permanência no governo Hartung, mesmo com a pressão que vem sofrendo por parte dos sindicatos do Estado, sobretudo os ligados aos serviços públicos. 

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