O capitão Valmer Francisco Simões, na reserva desde 2019, tem experiência em policiamento nas ruas
No programa de governo que apresentou à população, Enivaldo destacou o “choque de segurança”, baseado em pontos como elaborar o Plano Municipal de Segurança em discussão com a sociedade organizada e especialistas no assunto e definir estratégias de enfrentamento da violência urbana, da violência no trânsito, da violência de gênero, da violência infanto-juvenil e do tráfico de drogas.
“Peguei uma situação complicada na segurança de Mantenópolis, com muitos homicídios e tráfico de drogas, geralmente associados. Demos jeito nisso com efetivo pequeno, mas muito presente e proativo. Em Águia Branca, a criminalidade havia crescido muito, com muitos furtos de bombas d’água, furtos até de cofres nas propriedades rurais e até assaltos a mão armada na cidade. Mas usamos o bom senso e os olhos do cidadão e também contivemos isso”, disse Valmer.
Nascido em Barra de São Francisco e tendo passado praticamente toda sua carreira militar na região, Valmer demonstra já ter um diagnóstico de onde se originam os maiores problemas de violência na cidade e na região: “O contingente da polícia é pequeno para o tamanho da região. Então, algumas regiões precisam de reforço e vamos atuar nesses pontos”.
A crença de Valmer na parceria com a comunidade é forte, tanto é que sua principal referência de política de segurança vem de dentro da própria Polícia Militar: o conceito da Polícia Comunitária ou interativa, criada nos anos 80.
“Aquela polícia arbitrária ficou no passado, hoje precisamos de uma estrutura de segurança próxima ao cidadão. Não vai precisar de muito tempo para a população de Barra de São Francisco sentir os efeitos do trabalho que vamos implementar. E nem preciso também de muita coisa. Se o prefeito me der três equipes por turno, vamos estabelecer novos padrões que colocarão Barra de São Francisco no centro das atenções no controle da violência”, disse o futuro secretário de Defesa Social.
No trânsito, onde ele atuou por quatro anos na região noroeste, Valmer aponta que a ideia é “educar e orientar, punição é o último recurso”.

