Diante das incertezas criadas no âmbito nacional, a classe política capixaba suspendeu seus movimentos para o processo eleitoral do próximo ano. Mas a partir dos movimentos estabelecidos no PSDB do Estado, as articulações dos demais partidos tiveram uma aceleração.
A filiação do secretário de Agricultura, Octaciano Neto, e do diretor do Departamento de Estradas de Rodagens, Enio Bergoli, ao PSDB, somada à movimentação do vice-governador Cesar Colnago na campanha para presidir o partido, parecem ter tirado a classe política do estado de letargia que se encontrava em relação ao processo eleitoral do próximo ano.
Faltando quatro meses para a abertura da janela partidária, quando as lideranças poderão trocar de legendas sem serem alcançadas pela infidelidade partidária, a tendência é de que o mercado esteja aberto com a busca das acomodações para 2018, sobretudo para a disputa proporcional.
Neste contexto, o partido que mais tem se movimentado nos bastidores é a Rede, do prefeito da Serra, Audifax Barcelos, que tem investido em filiações para suprir a demanda para a disputa à Assembleia Legislativa e, principalmente, à Câmara dos Deputados. No cenário majoritário, porém, o partido oscila entre o palanque palaciano e o grupo que se articula para erguer uma candidatura de oposição.
O PSB, de Renato Casagrande, tem investido na construção de um discurso de combate ao governo do Estado, que começa a ganhar corpo na Assembleia por meio dos dois deputados do partido, Bruno Lamas e Freitas.
Mas é a definição no PSDB que deve delinear os contornos do processo eleitoral no próximo ano. Os movimentos tucanos chamam a atenção sobre a importância do partido para o governador Paulo Hartung, estando ele na disputa eleitoral ou não. As investidas de Hartung no cenário nacional em direção ao DEM, ao PSD e a permanência, por enquanto, no PMDB, também provocam a movimentação das lideranças.
No próprio PSDB houve reflexos do movimento palaciano. A permanência do deputado estadual Sergio Majeski e sua participação no processo eleitoral interno, apoiando a chapa de do prefeito de Vila Velha, Max Filho, e Luiz Paulo Vellozo Lucas revela a resistência do grupo em aderir ao palanque palaciano, embora o vice-governador César Colnago insista que esse alinhamento não seria automático.

