Liderança do PCdoB, partido aliado da presidente Dilma Rousseff, o presidente da Câmara de Vitória, Namy Chequer, não tem receio de se posicionar em relação aos movimentos políticos que têm agitado Brasília nos últimos dias. Para o comunista, a movimentação é claramente um golpe na democracia.
Em entrevista a Século Diário que vai ao ar neste sábado (18), o vereador faz uma análise da postura política de algumas lideranças do Estado em relação ao processo de impeachment da presidente. Para ele, a questão das “pedaladas fiscais”, não é motivo para o processo e esconde o resquício da disputa presidencial de 2014.
Namy Chequer fala da concentração de poder dos vereadores de Vitória, até porque boa parte deles é de dirigentes partidários e, aliado do prefeito Luciano Rezende (PPS), tenta defender a gestão, que vem sendo acusada de quebrar as finanças de Vitória. Mas acredita que o cenário eleitoral de 2016 está diretamente ligado ao resultado das articulações em Brasília.
Para Namy, as lideranças devem se posicionar sobre o assunto, mas é preciso tomar cuidado com esse posicionamento, já que algumas delas estão colocando em risco as suas biografias ao entrar em um jogo político de quanto pior, melhor.
Sobre o governador Paulo Hartung, o vereador afirmou que o peemedebista deveria se posicionar claramente sobre o assunto. Como entende que o processo de impeachment é um golpe, acredita que o governador, que lutou na juventude pela reabertura democrática, não poderia compactuar com essa manobra.
Já em relação ao PCdoB no processo eleitoral do próximo ano, o vereador afirma que o partido vai tentar reincorporar partidos que sempre fizeram parte de seu leque de aliança e que está aberto para as conversas, mas reafirma, sem superar a crise política, que é difícil antecipar qualquer cenário eleitoral para 2016.

