Um protesto contra a decretação antecipada pelo juiz Sérgio Moro da prisão do ex-presidente Lula movimenta o Campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Goiabeiras, nesta sexta-feira (6), de onde sai uma passeata até a Reta da Penha, com concentração em frente ao edifício da Federação das Indústrias (Findes).
O ato é organizado pelo Comitê em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser Candidato e conta com a participação de movimentos populares e representações do PCdoB, PT, Psol, CUT, CTB e Frente Brasil Popular, como parte da onda de protestos que se realiza em todo o Brasil.
Vários atos ocorrem também em municípios do interior, com concentração e obstrução de rodovias, organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A antecipação da prisão do ex-presidente surpreendeu a vários setores do País. Os manifestantes criticam o farto de o juiz Moro não aguardar os trâmites legais, como a publicação do acórdão condenatório do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-presidente Lula foi condenado em 2ª Instância no dia 24 de janeiro, em Porto Alegre (RS), que aumentou para 12 anos e um mês a sentença do juiz Sérgio Moro, de Curitiba, no caso do Triplex de Guarujá, litoral de São Paulo.
Lula foi acusado de ter recebido o imóvel como pagamento de propina da construtora OAS. O processo foi alvo de ampla divulgação, no Brasil e no exterior, e durante o seu desenrolar ocorreu a morte da mulher de Lula, Marisa Letícia.
Para os manifestantes, o processo é parte de uma estratégia para impedir que o ex-presidente concorra às eleições presidenciais deste ano. Lula é líder nas pesquisas em todos os cenários em todo o País, com ampla vantagem sobre os outros oponentes.
O anúncio das manifestações em favor do presidente Lula provocou o encerramento mais cedo em algumas instituições, como o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).

