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Mudança de posicionamento de socialistas na Assembleia mostra que Casagrande entrou de vez no jogo

Quem acompanhou as sessões da Assembleia Legislativa nos últimos dias pôde observar a subida no tom dos deputados do PSB, Bruno Lamas e Freitas, nas sessões ordinárias. Cobranças e críticas têm sido o carro-chefe dos parlamentares contra o governo do Estado e, para os meios políticos, essa atitude tem relação com o processo eleitoral do próximo ano, em relação à principal estrela do partido, Renato Casagrande. 
 
O ex-governador tem evitado falar em nomes para a disputa ao governo no próximo ano, mas sua imagem começa a se fortalecer com o eleitor do Estado, sobretudo, do interior, que estaria arrependido em eleger Paulo Hartung (PMDB) em 2014. Esse fortalecimento estaria atraindo os aliados a endossarem o discurso de oposição ao peemedebista e reforçar a imagem do ex-governador. 
 
As manifestações dos socialistas ainda são tímidas, mas tendem a se intensificar a partir de uma marcação de posição do ex-governador, que é cotado tanto para o governo quanto para o Senado, e deve erguer ao lado da senadora Rose de Freitas (PMDB) um forte palanque de oposição ao governador Paulo Hartung. 
 
Além do fortalecimento da imagem, o que incentiva os deputados a endurecerem o discurso contra o Palácio Anchieta é a certeza de que para Hartung não haveria interesse em por em curso um processo de recuperação da imagem dos deputados e fortalecimento de seus palanques à reeleição. 
 
Por outro lado, os deputados entendem que o discurso anti-Paulo Hartung tem sido um grande atrativo para o eleitor capixaba, descontente com o governador. Prova disso é o colega de plenário, Sérgio Majeski (PSDB), que adota uma postura oposicionista e crítica ao governo desde que foi eleito. Se o deputado tucano foi eleito com pouco mais de 12 mil votos,  hoje é considerado uma liderança capaz de disputar um cargo majoritário com grandes chances de eleição. 
 
Até mesmo entre alguns deputados da base, a insatisfação com o governador pode fazer o tom subir no plenário se não houver socorro às suas candidaturas. Mas, como para o próximo ano, o governador tem privilegiado seus secretários e aliados com menos tempo de vida política, os nomes para serem salvos no plenário são poucos. 

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