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O programa Integra Vitória deveria ser a principal entrega da gestão Luciano Rezende (PPS) e servir de vitrine para sua campanha à reeleição no próximo ano. Mas tudo indica que a ideia será uma agenda negativa para o prefeito. A politização do projeto já começou e deve se intensificar no próximo ano.

Os próprios interlocutores do prefeito buscaram o viés político da questão, jogando na conta do deputado federal Lelo Coimbra (PMDB) a movimentação contra o projeto. Isso porque algumas lideranças comunitárias têm elogiado o deputado nas redes sociais.

Pode até ser, mas a verdade é que os adversários do prefeito ainda não exploraram o potencial de desgaste que o episódio oferecia. Os adversários de Luciano Rezende ainda não entraram no debate como se esperava, talvez buscando não antecipar uma disputa que parece ser uma das mais acirradas da Grande Vitória em 2016.

O deputado Lelo Coimbra não se posicionou efetivamente sobre o assunto, perdendo a oportunidade de transformar a discussão em uma agenda negativa. Nesse sentido, a impressão é de que foi o próprio Luciano Rezende quem escolheu o seu adversário preferido.

Mas o principal silêncio veio do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas. Como foi ele, em suas gestões anteriores, quem implantou os micro-ônibus nos morros da cidade, esperava-se uma manifestação mais destacada sobre o tema. O tucano deveria estar pautando o debate, mas se limitou a comentar sobre o que considerou incompetência da gestão atual.

O certo afastamento das lideranças que podem se colocar para a disputa, enfrentando Luciano Rezende não deve permanecer na eleição do próximo ano. O episódio acontece em um período muito próximo do período eleitoral e até lá, dificilmente a população deve esquecer os transtornos causados pela mudança no sistema de ônibus .

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