O retorno das aulas nessa segunda-feira (15) foi confuso em muitas escolas da rede estadual de Educação. Um exemplo é a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Jacaraípe, no bairro Jardim Atlântico, na Serra. Durante todo o dia, pais de alunos e estudantes do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) formaram longas filas na porta da escola para tentar resolver o problema com as matrículas. A escola tem cerca de 1.500 alunos e muitos não estavam nas listas de matriculados. No ano passado Secretaria de Estado de Educação (Sedu) diminuiu de nove para seis as turmas do primeiro ano do ensino médio e depois voltou atrás abriu mais duas. No EJA também foram diminuídas as turmas de nove para seis. O problema é que tanto para o ensino médio quanto para o EJA há demanda de estudantes.
Para piorar a situação, a escola que oferecia cursos a partir do 9º ano, tem agora. por decisão do governo do Estado, uma turma de 6º ano do ensino fundamental, o que vem causando apreensão nos funcionários e professores, já que misturar alunos de 11 anos com adolescentes de 17 e 18 anos pode ser problemático.
A situação na escola Jacaraípe não é isolada e nem inédita. As mexidas que estão sendo feitas pela Sedu na rede, com o fechamento de turmas e turnos agravou uma situação que já vinha sendo alvo de queixas da comunidade escolar: a sistematização das matrículas.
No mês de outubro é disponibilizado para as escolas um cadastro para que as famílias possam fazer a pré-matrículas, com a escolha do turno entre diurno e noturno e três opções de escola. Depois disso, cabe à escola fazer o cadastro no sistema on-line da Sedu. Mas se houver erro ou esquecimento na hora da sistematização, o aluno fica sem a matrícula, o que, segundo pais e alunos, acorre com frequencia.
E o pior é que não há fila de espera e as matrículas nem sempre são suficientes. Muitas vezes o aluno só vai descobrir que não está matriculado na escola no primeiro dia de aula, quando seu nome não é encontrado na lista.
Outra situação complicada é a dos alunos das escolas que foram fechadas pelo Estado. Mesmo com a determinação judicial para que a Secretaria efetue as matrículas dos alunos, não há previsão para que isso aconteça e as escolas permanecem fechadas, enquanto seus alunos aguardam o cumprimento da decisão por parte do governo, que por sua vez tem 50 dias para recorrer da decisão.

