Quinta, 07 Julho 2022

???Nenhum dos outros dois representa novidade na política mateense???

???Nenhum dos outros dois representa novidade na política mateense???

Renata Oliveira e Rogério Medeiros

 

“Sua rotina é você que muda, por isso não espere por novidades. Faça!”. Charles Canela
 
    Fotos: Gustavo Louzada
O entrevistado deste fim de semana não lidera corrida eleitoral, mas vem chamando a atenção dos meios políticos no município de São Mateus, no norte do Estado. Pedro Hemerly (PV) é professor de Direito em uma instituição de ensino superior, mas sempre esteve ligado ao movimento político. 
 
Vindo do Rio de Janeiro e morador do município há mais de 20 anos, ele aponta em sua campanha os principais problemas da cidade, focado especialmente na questão do abastecimento e saneamento básico, um dos passivos mais graves de São Mateus. 
 
Nesta entrevista, ele enumera os problemas da cidade e denuncia: a questão é gerencial. A política no município, segundo o candidato, não é voltada para a melhoria das condições de vida dos mateenses. 
 
Além disso, as movimentações eleitorais não apresentam novidade. Seus adversários, alerta, são ligados ao mesmo projeto político. Daí a ideia de disputar o pleito, para dar ao eleitor uma alternativa de voto. Confira a entrevista. 
 
Século Diário – Primeiro gostaria que o candidato falasse um pouco de si. O senhor é professor, não é?
 
Pedro Hemerly – Isso. Eu sou professor em uma instituição de ensino superior, leciono Direito Tributário e Direito Civil. Mas sou formado em Ciências Contábeis, tenho uma graduação em Direito, tenho uma pós-graduação em Direito Civil e especialização em filosofia e sociologia. Dentro da área, já lecionei tanto no ensino médio, quanto no superior. 
 
O candidato é natural de São Mateus?
 
– Na verdade eu sou natural do Rio de Janeiro, mas moro há 20 anos em São Mateus, onde casei e constitui família, tenho dois filhos. 
 
– E por que entrou na política?
 
– A verve política veio do movimento estudantil. Participei de dois diretórios acadêmicos, tive a oportunidade de participar de um Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), em Brasília. Então, como tenho uma formação  política, juntamente da graduação, é um contato que não fica para trás, você não abre mão dos seus princípios. 
 
O que te levou a escolher o PV?
 
– Hoje, para disputar uma eleição, temos que estar em uma agremiação. Durante muito tempo eu acreditei na cartilha do PT, mas hoje dentro do município, o PT não representa os ideiais que acreditei. O grupo de pessoas que forma o PV em São Mateus é muito coerente de ações e atitudes. Em virtude dessa coerência, optei pelo PV. E também pela bandeira, existe uma questão ambiental que precisa ser discutida. Existe um passivo muito grande que a gente tem que quitar. 
 
Existe um grupo que começa a ficar de olho na sua campanha porque o candidato tem uma postura e um discurso completamente diferente dos demais, olhando os problemas do município e focalizando muito bem. Como é isso?
 
– São Mateus está devastado. Eu costumo dizer que São Mateus hoje é uma senhora que tem graves problemas cardíacos e que o médico está colocando silicone, aplicando botox e achando que com maquiagem consegue sanar os problemas da cidade. São Mateus está abandonado. Temos menos de 10% da cidade com coleta e tratamento de esgoto. Temos problemas graves de drenagem das águas pluviais, os efluentes são lançados dentro do rio sem tratamento. Os bairros periféricos, a ilha de Guriri, estão entregues à própria sorte. Optou-se por abrir mão das políticas estruturantes para que você trate desta questão de maquiagem que estou falando. Você coloca asfalto sobre uma rua que já era pavimentada. Já tinha o calçamento e você coloca asfalto, mas você não fez a drenagem. Recentemente tivemos uma chuva, havia acabado de colocar o asfalto no centro da cidade, onde já havia o calçamento, isso foi numa quarta-feira, o governador [Renato Casagrande] foi dar a ordem de serviço em uma galeria, naquele espaço onde foi feito o asfalto. Com as chuvas, aquele asfalto recém-feito não comportou, estourou. São problemas crônicos que têm que ser tratados. Hoje São Mateus padece por falta de planejamento e isso vai trazer uma conta para as gerações futuras, que uma hora vai ser cobrada.
 
O senhor está entrando em uma eleição que tem de um lado o prefeito Amadeu Boroto (PSB), com a máquina nas mãos, do partido do governador; e do outro Paulo Roberto (PMDB), ex-deputado... é uma eleição dura. 
 
– Em um ambiente político que seria polarizado entre os dois grupos, tudo bem. Mas o que existe hoje é uma rejeição muito forte. Os dois nomes  encontram rejeição porque nenhum dos outros dois representa novidade na política mateense. O PSB é o partido do governador e é o partido que governa São Mateus por 12 anos. Foram oito anos com Lauriano [Zancanela]  e agora caminha para 12 anos com Boroto. Paulo Roberto fez parte desse primeiro grupo, não representa oposição. Amadeu faz parte desse grupo e não representa novidade. Ele veio com um apoio muito forte...se bem que isso não foi representado nas urnas, ele venceu com cerca de dois mil votos o candidato que enfrentou nas últimas eleições, que hoje é deputado federal [Jorge Silva (PDT)], então ele veio com uma expectativa, que não foi representada no número de votos e deixou de fazer. Por isso, o PV hoje faz uma revolução na cidade. Estamos demonstrando que com ideias e organização podemos mostrar ao povo que há a possibilidade de fazer uma política de efetivação. O que é essa política de resultados? É você programar e apresentar à população esse projeto, trazendo a  população para o debate e juntos buscar o resultado. 
 
Agora, nessa questão do abastecimento e tratamento da água, temos que destacar que no município o serviço não é da Cesan e sim do SAAE. Então, esse trabalho está deixando de ser feito pela própria prefeitura, certo?
 
– Exatamente, a gestão é municipalizada. Existiu uma tentativa de se terceirizar aquela autarquia, então houve uma grita muito forte da oposição, naquele momento...
 
A população tem uma visão favorável que o serviço permaneça na municipalidade...
 
– Na verdade o SAAE emprega as pessoas da cidade, inclusive, no início, havia uma expectativa forte de que a administradora fosse resolver alguns problemas, me parece que começaram a andar alguns processos, na questão no esgoto, mas depois optaram por sucatear, em uma política neoliberal, deixaram sucatear para depois vender. 
 
Enquanto isso, a população toma água contaminada?
 
– Não é o melhor tratamento. A água de São Mateus é bombeada até Conceição da Barra, mas não chega a Guriri. Aliás, Guriri é uma situação terrível. Os lotes são feitos de rua para rua e a pessoa faz uma fossa asséptica nos fundos da casa e na frente um poço artesiano. Só que essa frente de casa, está contaminada. A maré enche, invade o rio e a captação no rio é de água salobra. 
 
– E que proposta o candidato tem para isso?
 
– Já foram colocados dentro de Guriri dessalinizadores. Eu não vejo como a melhor opção. Acho que temos que ampliar o abastecimento de São Mateus para Guriri. Por gravidade podemos levar essa água até Guriri, se distribuirmos caixas d’água ao longo do percurso, bombeia-se a água e por gravidade ela chega à ilha. Não é nada impossível e que tem um custo viável, inclusive. Ou se você quiser fazer um aqueduto, os romanos já faziam há tantos anos atrás. 
 
Mas para isso é preciso fortalecer a autarquia...
 
– É preciso gestão. Hoje a prefeitura como um todo não tem gestão. As autarquias são centralizadas à gestão municipal, então você não tem sistemas de controle efetivo. A tecnologia de informação, esse link de uma coisa com outra é quebrado. Nós temos que profissionalizar a gestão. 
 
O candidato destacou a questão política no gerenciamento do SAAE. Em sua opinião, isso se espalha pelo restante da estrutura do governo? O problema da prefeitura é gerencial ou político?
 
– As duas questões estão envolvidas. O prefeito é o gestor e a pessoa política do município. Quando você dá liberdade, você descentraliza e dá suporte aos secretários, a tendência é de que a coisa flua. Agora, esse descentralizar tem que ser uma coisa pensada. Então, você tem que trazer primeiro um sistema de gestão, um sistema informatizado. As grandes empresas têm o seu custo durante todo o processo calculado. O gestor público tem que desempenhar o mesmo papel. Você precisa de um software que garanta o controle de todo esse processo. Veja bem, que você tenha o controle, e não dizer para aqui vai e para cá não vai. Você tem que saber quanto custa, como está sendo aplicado, qual o retorno, prioridades. Isso tem que ser feito em São Mateus, porque a gestão não é profissional. 
 
E como o candidato se comunica com a população?
 
– Nós temos duas formas de estar junto do eleitor. A primeira é o horário eleitoral, em que usamos as inserções de rádio e televisão e o horário político eleitoral segunda, quarta e sexta. A outra é na forma do pé no chão. Avançamos a cada bairro, a cada rua. 
 
E a receptividade?
 
– É boa. Ainda ontem estávamos em um bairro periférico, bastante desassistido e as pessoas não sabiam que havia esse candidato. Aí começa a ter a receptividade, porque muitos não tinham opção de votos. E isso, uma pessoa de um bairro desassistido, que você imagina esperar  por um momento de chegar uma cesta básica, mas não é. No momento em que você apresenta o folheto e se mostra como uma nova via, o público entende, o eleitor entende. 
 
Mas aí o candidato vai ter que conversar com todo mundo...
 
– É, com todo mundo não vai dar. Mas nós temos multiplicadores. São alunos, pessoas da igreja, as entidades de classe. Tivemos uma entrevista na TV que impactou a população. Vamos ter outra entrevista, panfletos, carro de som.
 
E que impressão o candidato tem dos adversários? Do Boroto, por exemplo. 
 
– A impressão que eu tenho é do abandono às políticas estruturantes que eu disse aqui. O exemplo é a questão da cultura. Cultura em São Mateus hoje não existe. Não há uma política voltada para a promoção da cultura. Temos os jornais essa semana mostrando a possibilidade da perda de um museu intercontinental, com acervo de 30 anos. E aí não existe um a política. 
 
E o perfil político dele?
 
– Ele é um concentrador, e quem concentra não consegue crescer. 
 
E a gestão dele? 
 
– Eu avalio com muitas falhas. Por exemplo, um termo muito em voga: qualificar gastos. É você tirar o  melhor proveito para a população da receita do município e hoje esse processo não é feito. Foi feita uma pracinha lá que custou alguns milhões e que não tem sequer um vestiário. Sou contra a praça? Não, mas acho que deveria ser planejada a ponto de ter um vestiário pelo menos que atendesse à população, porque você tem quadras para os praticantes de esportes e eles não têm onde se trocar. Há hoje uma ditadura que é imposta dentro de São Mateus, de você querer implantar uma política do susto: “ou está comigo ou está contra mim,  e se você está contra mim, vai ser punido”. Nos últimos finais de semana temos uma afronta à população de a cada metro ter um bandeirante, uniformizado. 
 
Ele tem 16 partidos na chapa?
 
– Se não me engano são 17 partidos mais o PSB. 
 
Praticamente todos os partidos estão com ele...
 
– É uma candidatura única, você veja como a situação da política de São Mateus é sui generis. Hoje o prefeito interino é do PMDB. Paulo Roberto, que é candidato, é do PMDB. O secretário de Governo é do PT, a vice do outro grupo é do PT. Então, o que eu posso dizer da política em São Mateus? 
 
E ninguém saiu do cargo depois de iniciada a campanha?
 
– Não, ninguém entrega cargo. E aí você vê o PV vindo em chapa pura, porque criou-se a ideia de que para ser candidato precisa haver estrutura. Estrutura é a estrutura ética, do discurso. Eu vivo pelo que eu prego. Sou professor. A nossa candidatura é a mais humilde, porém é a mais rica em proposta, na questão ética. Não temos nenhuma denúncia. As outras candidaturas já passaram de dezenas de denúncias. 
 
– E sobre o outro candidato, Paulo Roberto, qual a sua impressão?
 
– Paulo Roberto eu só vejo uma situação: ele tenta manter o nome na política. É um perfil apagado. Foi deputado estadual, líder do Governo e não tem uma obra ligada a ele – apesar de não ser da alçada do deputado, mas ele tem as emendas para indicar – mas não tem. O que tem é a Senzala, ele levou de novo a Senzala para São Mateus, que é o CDP, presídio, mas isso não traz desenvolvimento, principalmente sustentável, como eles pregam hoje. 
 
E o deputado federal Jorge Silva está em que campanha?
 
– Jorge Silva, me parece, está na campanha de Paulo Roberto, mas não empresta tanto prestígio, não. Porque até de São Mateus está afastado. 
 
Ele mora em Vitória. 
 
– Ele responde pela regional do partido e não vejo o engajamento como deveria ser. 
 
E o ex-prefeito Lauriano Zancanela?
 
– Lauriano fez um ensaio de entrar na disputa, mas de uma hora para outra retirou a candidatura, dormiu candidato e acordou fora do pleito, inclusive, para a surpresa de alguns. Aí se firmou o nome de Paulo Roberto. 
 
Falta um mês para a eleição. Como será a intensificação da campanha a partir de agora?
 
– Vamos intensificar as caminhadas no interior, queremos chegar ao homem do campo, que é muito sofrido. Não temos um convênio para trazer um secador, então o homem do campo está esquecido, porque no centro da cidade já estamos há algum tempo trabalhando, caminhando e agora é em direção ao interior. 
 
Fale um pouco sobre a expectativa para o perfil da Câmara de Vereador a partir de 2013?
 
– A expectativa é que o povo saiba escolher. O vereador vai ficar na mão do povo. A gente espera uma crescente na qualificação. Que as pessoas tenham condição de fiscalizar, agindo efetivamente. 
 
Haverá debates no município?
 
– Temos a previsão de um debate para o dia 4 de outubro e há ainda o convite para um debate promovido por um colégio municipal e outro pela diocese.
 
E a expectativa para os debates? 
 
– A população espera por um debate. Acho que o debate é uma possibilidade muito boa de você questionar seu opositor sobre o que deixou de ser feito e por ele ser questionado, afinal quando lançamos a candidatura, era para ampliar o debate. Em havendo a possibilidade de você confrontar ideias, quando você tem a questão dialética, existe um crescimento. De repente, aquela visão sua não é a do administrador, e aí você consegue ampliar a visão do seu adversário, porque a ideia é o bem comum, e se eu consigo ampliar a visão do adversário de que o caminho que ele está tomando não é o ideal, já cumpri minha função. 
 
Onde está o PT nesta eleição?
 
– Está escondido. O PT é um partido de luta, que há algum tempo se mostrou contrário ao atual governo. Podendo lançar uma candidatura majoritária, decidiu compor. 
 
E é um partido que tem uma representação forte em São Mateus, que são os petroleiros...
 
– Não só os petroleiros, mas também a vice... ela é do sindicato dos servidores públicos do município, mas não sei até onde vai essa legitimidade na representação. Precisa chegar ao dia 7 de outubro para saber qual a legitimidade desses dois atores dentro do partido, porque nem sempre há  aval daquela categoria ao representante. 
 
E o PV no Estado, qual a sua visão sobre as disputas do partido este ano? 
 
– Conversava há pouco com a presidente do partido [Cidinéia Fontana] e o partido vem em uma crescente, com vários candidatos com possibilidades: temos Gildevan, em Pinheiros; Alexandro, em Sooretama; Milena, em Linhares; Sandro Locutor, em Cariacica. São 13 prefeituras disputando e o crescimento da sigla é visível. 
 
E qual a sua expectativa da eleição?
 
– O nosso primeiro objetivo era ampliar o debate. Não poderíamos deixar que houvesse uma candidatura única dentro de São Mateus, que foi o que tentaram fazer. Então, essa primeira etapa, já vencemos. Agora, com sangue, suor e lágrimas, como diria Winston Churchil, vamos lutar para assumir a prefeitura de São Mateus no dia 1º de janeiro. 
 
Fale um pouco sobre as demais áreas da prefeitura?
 
– Saúde em São Mateus é precária. As pessoas se dirigem ao Roberto Silvares, que é um hospital estadual, lá é feita uma triagem, um modelo que vem sendo aplicado em todos os estados. Essa triagem feita, determina se o cidadão que não está em urgência ou emergência se dirija ao posto de saúde. Para ir ao posto de saúde, o cidadão tem que acordar 5 horas e só tem 10 fichas por dia. Esse é o modelo de saúde que estamos enfrentando em São Mateus. 
 
E quem precisa de especialidade tem que vir para Vitória? 
 
– Exatamente, aquele comboio da saúde, saindo às 2horas, carregando ali as nossas deficiências. Essa semana ficamos muito chateados, o Cacon, que é o tratamento de câncer, em São Mateus, seria retirado da cidade, iria para Linhares ou Colatina. Ai por intermédio do deputado estadual, do candidato a prefeito, estampado na mídia local, eles conseguiram  a permanência por mais quatro meses. Uma política clara de criar dificuldade para vender facilidade em cima da doença. Vou lutar contra isso. 
 
O senhor acredita que a população assimila isso?
 
– Assimila, entende. Quem vem sofrendo não quer ser mais joguete na mão de político. O povo entende que existe política pública para isso. É voz corrente “olha, dinheiro tem, eles não fazem porque não querem”. O governo do Estado construiu unidade de atendimento familiar, o governo do Estado. Se eu sei que tem uma obra sendo feita, e eu sou gestor, eu tenho que preparar aquele pessoal para trabalhar nas unidades de saúde. Foi inaugurado sem a contratação de médicos, nem pessoal especializado. 
 
O município tem um deputado estadual, o Freitas, que também é do partido do governador. Isso não ajuda?
 
– O deputado Freitas é do partido do prefeito e neste instante é oposição, vejo como oposição, sou do PV e tenho uma linha de conduta. Mas costumo dizer que o deputado tem uma linha de atuação no Estado todo e pelo município que o elegeu. Então quando alguém diz que tem o apoio do deputado estadual, do deputado federal, eu acho que a obrigação deles é com a população, não pode ser personificada no prefeito. É o tipo de política que temos que combater. 
 
E como está a chapa de vereadores? 
 
– O partido veio só. Nós não lançamos nenhum vereador. 
 
E admitindo que o candidato não tenha êxito, depois da eleição, desiste ou continuará buscando um posicionamento político?
 
– Não. Não há porque desistir, a questão política é o nosso dia a dia. Vamos agregar o grupo e nos fortalecer, fortalecer o PV no Estado. As pessoas que se identificaram com as ideias, mas por conta da geopolítica estão em outros grupos, já têm nos procurado e querem compor em um cenário futuro. Mas acredito ainda que a questão política não está fechada em São Mateus, nós vamos disputar e acreditamos na vitória

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