Até os próximos dias 4 e 5 de maio, quando acontecerá o Congresso Estadual do PT, que escolherá o novo presidente estadual do partido, a movimentação interna deve ser grande. Após o resultado das eleições desse domingo (9), em que a chapa de delegados do grupo do deputado Givaldo Vieira, do movimento Muda PT, conseguiu uma votação bem superior a das duas chapas adversárias, consideradas favoritas.
A tendência é de que os dois outros candidatos a presidente com mais delegados na disputa, o deputado estadual José Carlos Nunes, da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), e o ex-prefeito João Coser, da Alternativa Socialista, que ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro em número de votos nas chapas de delegados, se unam.
Mesmo assim, Coser e Nunes não conseguirão somar o número de delegados suficiente para superar a chapa de Givaldo. A estratégia deve ser a de tentar convencer alguns delegados da chapa vencedora a mudarem de voto, uma tarefa que parece difícil.
Para alguns militantes, o discurso de Givaldo foi o que agregou a base, descontente com a presença do PT no governo de Paulo Hartung. Além de, nacionalmente, o partido do governador, o PMDB, ter sido beneficiado com o impeachment da presidente Dilma Rousseff no Estado, a aliança com Hartung não tem sido vantajosa para o PT.
Já para alguns aliados, as acomodações têm garantido espaço político. É o caso de Coser, que ocupou a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado até fevereiro passado. Ele só deixou o cargo para disputar a presidência do partido.
Coser é um dos defensores da manutenção da aliança do partido com o governador. Se Givaldo confirmar a vitória no Congresso Estadual, em maio, a possibilidade de o partido não caminhar com o governador em 2018 é grande. O partido tem dois deputados estaduais na base do governador: Padre Honório e Nunes, que podem ter de mudar a postura na Assembleia, deixando a base governista.

