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Operação Derrama: ex-prefeitos presos criticam atuação de conselheiro do TCE

Mais de dois anos após a prisão de dez ex-prefeitos capixabas por suspeitas de irregularidades fiscais que foram alvo da Operação Derrama, o tema retornou à pauta da Assembleia Legislativa. Na sessão desta segunda-feira (9), os deputados Edson Magalhães (DEM) e Guerino Zanon (PMDB), que foram detidos naquela ocasião, criticaram a atuação do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sebastião Carlos Ranna. A reunião também foi marcada por críticas ao prefeito de Itapemirim, Luciano Paiva (PSB).

Durante a fase de comunicações, o deputado Edson Magalhães – ex-prefeito de Guarapari – se queixou do tratamento dado aos investigados no escândalo. “Usaram a caneta para humilhar as pessoas. Quem comete esses erros tem que pagar por isso”, afirmou o demista. Segundo ele, o conselheiro teria agido com arbitrariedade ao encaminhar uma cópia do contrato com uma empresa de consultoria para a Polícia Civil, que realizou a prisão dos ex-prefeitos.

O deputado Guerino Zanon, ex-prefeito de Linhares, também endossou as críticas ao conselheiro do TCE. O peemedebista admitiu que Ranna teria utilizado a “caneta que lhe foi dada para prejudicar tantas e tantas pessoas no Estado”. O ex-conselheiro do TCE, Enivaldo dos Anjos, também criticou a atuação de membros do Poder Judiciário no episódio.  Ele citou nominalmente o então presidente do Tribunal de Justiça desembargador Pedro Valls Feu Rosa e o juiz Marcelo Menezes Loureiro que também atuaram na operação.

As manifestações foram acompanhadas sob olhares do presidente da Casa, deputado Theodorico Ferraço (DEM), cujo nome também surgiu no bojo das investigações. A muher do presidente da Casa, a ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub (DEM), foi uma das detidas na operação. Apesar de não ter discursado sobre o tema, Ferraço cumprimentou o ex-prefeito de Guarapari com um forte abraço logo após deixar a tribuna da Casa. 

Críticas a aliado de Casagrande

A sessão da Assembleia também foi marcada pelo pedido de investigação contra o atual prefeito de Itapemirim, Doutor Luciano. O deputado Marcelo Santos (PMDB) pediu providências aos órgãos de fiscalização sobre uma denúncia feita pelo vereador Leonardo Fraga Arantes (PHS) e a direção do PSC do município, que aponta indícios de corrupção na gestão do socialista. “Dinheiro público não vai para o ralo, mas vai para o bolso de alguém”, afirmou.

O pedetista Euclério Sampaio, neoaliado do governo Paulo Hartung, aproveitou o pronunciamento para relembrar as denúncias feitas contra o socialista no período eleitoral da eventual compra de votos para candidatos ligados ao ex-governador Renato Casagrande (PSB). “Ninguém tem coragem de fazer nada com esse prefeito. Esse homem deveria estar preso. Temos que cobrar medidas enérgicas porque não são poucas as denuncias que vêm desse município”, afirmou.

Sobre este caso, o presidente da Assembleia decidiu se manifestar. Ferraço anunciou que pretende fazer um pronunciamento em breve sobre as denúncias. O demista prometeu exibir as gravações de conversas de Doutor Luciano, onde ele relataria que “vende cartas-convites para o pagamento de propina aos vereadores”. Segundo ele, nada foi feito após mais de um ano das primeiras denúncias. “É um assalto à mão armada”, cravou.

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