A disputa em Baixo Guandu, noroeste do Estado, deve ficar polarizada entre o atual prefeito Neto Barros (PCdoB) e o seu antecessor, Lastênio Cardoso (PSDB). Neste sentido ganha relevância o posicionamento de uma terceira força política do município, o deputado estadual Dary Pagung (PRP), que pode desequilibrar o pleito em favor do atual prefeito.
Dary Pagung estaria inclinado a uma aliança com Neto Barros, formando uma corrente contrária ao tucano, que já começa a se movimentar para a disputa deste ano. A expectativa era de que Pagung apoiasse Lastênio, mas a conveniência para o deputado hoje é outra. A companhia do ex-prefeito, que acumula denúncias, não é positiva ao deputado.
Neto Barros deve disputar a reeleição este ano, deixando o campo livre para que Dary Pagung possa sucedê-lo em 2020. Em contrapartida, o deputado apoiaria a candidatura do prefeito do PCdoB para a Assembleia Legislativa.
Isso porque a saída de Pagung da Assembleia deixaria uma lacuna no município. Os meios políticos locais entendem que a presença de um parlamentar na Assembleia de Baixo Guandu tem sido de fundamental importância para o crescimento do município.
O processo eleitoral em Baixo Guandu deve ser permeado pela degradação causada pelo crime ambiental cometido pela Samarco/Vale em Mariana (MG), que atingiu todo o rio Doce. Baixo Guandu foi a primeira cidade do Estado a sofrer os impactos da lama e houve no município uma grande movimentação do prefeito para enfrentar a tragédia e em menor escala do deputado estadual.
Neste sentido, a movimentação das lideranças atuais e o desgaste do ex-prefeito dão uma vantagem à aliança Barros/Pagung. Já que o prefeito é um dos poucos no Estado que tem capital político preservado.

