Uma movimentação que estaria ganhando corpo nos meios políticos de Vitória é a possibilidade de o vereador e aliado de primeira linha do prefeito Luciano Rezende, Fabrício Gandini (PPS), ficar fora do pleito deste ano. A medida seria para tentar apaziguar os ânimos e abrir espaço para que os aliados se articulem na Câmara de Vitória.
Essa medida permitiria um espaço mínimo de movimentação do prefeito, que hoje está sendo asfixiado pela estratégia do governador Paulo Hartung (PMDB), que trabalha para minar o projeto de reeleição do adversário. Uma das estratégias palaciana, é pulverizar o campo de candidaturas fortes na Capital.
O governador está cercando o prefeito para dividir os votos com as candidaturas de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), Lelo Coimbra (PMDB), Amaro Neto (PMB), Enivaldo dos Anjos (PSD), além do PT, que já anunciou que também pretende lançar candidato e entrar no jogo.
Isso deixa o prefeito sem condições de se movimentar. Para piorar a situação, as articulações equivocadas do prefeito nas bases dos vereadores e dentro da Câmara acabaram criando incompatibilidades com os vereadores. Hoje Luciano Rezende tem quase metade do plenário insatisfeito com suas movimentações políticas.
Sem Gandini na disputa, o campo fica mais confortável para os vereadores disputarem as 15 vagas da Câmara. Mas só a movimentação de Gandini não resolve todas as insatisfações do legislativo municipal. Afinal, o prefeito puxou o vereador Luiz Emanuel para a Secretaria de Meio Ambiente do município e ele também está filiado ao PPS do prefeito. Com a máquina da prefeitura na mão, Luiz Emanuel também se torna uma ameaça para o arranjo de Luciano, já que o novo vereador do PPS também irá cobrar do prefeito uma solução para acomodá-lo.

