O deputado Sergio Majeski (PSDB) fez sua parte. Atendendo aos questionamentos dos seus eleitores, se pronunciou pelas redes sociais sobre seu futuro político. Ele afirmou que não descarta disputar o governo do Estado ou o Senado. Embora o deputado tenha apoio de parte dos tucanos, a executiva do PSDB capixaba ainda não assumiu publicamente uma posição encampando a candidatura de Majeski.
“Embora não seja uma decisão individual ou unilateral, existe sim a possibilidade de que eu seja candidato ao governo do ES ou ao Senado”, disse o deputado nas redes sociais. A situação é delicada porque o PSDB é dividido no Estado, por um lado, grande parte da executiva defende uma aposta em Sergio Majeski, mas o partido tem o vice-governador César Colnago, que parece ter outros planos.
Além disso, Hartung se encontrou na semana passada com o presidente interino do partido, Tasso Jereissati, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o que enfraquece a resistência da executiva estadual. Mas para algumas lideranças do partido, Majeski é um nome em condição de erguer um palanque antagonista ao de Hartung, atraindo lideranças que fortaleçam esse grupo.
Por isso precisaria desde já demarcar o território como antagonista de Hartung para atrair as lideranças. O problema é que sem o respaldo do partido ou a possibilidade de migrar para uma sigla que lhe dê esse suporte, dificilmente Majeski teria condições de construir esse palanque.
Como as lideranças estão em compasso de espera, aguardando o resultado das mudanças que devem vir com a reforma política, em tramitação na Câmara dos Deputados, o único palanque que surge até aqui é o do governador Paulo Hartung. Se não houver um palanque opositor, a tendência é de que as lideranças se aglomerem em torno do palanque palaciano.
Se há resistência dentro do PSDB, Majeski vem sendo cortejado por outros partidos. A Rede do prefeito da Serra Audifax Barcelos já formalizou convite ao deputado tucano. Uma candidatura ao governo ou mesmo ao Senado sustentaria o palanque da presidenciável Marina Silva.
O problema para os partidos é que ao assumirem a candidatura de Majeski declaram automaticamente guerra ao Palácio Anchieta. E muitos partidos e lideranças não querem ser adversários do governador.

