A participação do PT capixaba nas eleições municipais deste ano ainda carece de muitas acomodações. O partido, que já comandou as maiores cidades do Estado, enfrenta uma crise política nacional, no Estado ainda não conseguiu fazer todos os alinhavos para disputar nos grandes colégios eleitorais deste ano.
Em Cariacica, município comandado pelo PT em dois mandatos consecutivos, o partido está mais encaminhado. Há uma definição para que o PT tenha candidato a prefeito, independentemente da decisão do deputado federal e ex-prefeito Helder Salomão, considerado favorito na disputa. O parlamentar vai participar da eleição de qualquer jeito, ou disputando ou apoiando um aliado do partido.
Na Capital, o ex-prefeito João Coser já afirmou que não vai disputar a eleição deste ano, mesmo tendo um capital político acumulado nos dois mandatos em que governou a cidade. O partido estuda alternativas, mas para os meios políticos, falta um nome de peso para que o partido possa entrar no jogo de forma equilibrada.
O deputado federal Givaldo Vieira tem feito movimentos no município da Serra, mas para os meios políticos o partido pode não ter candidato este ano, apoiando o palanque de um dos candidatos que se revezam há mais de 20 anos na prefeitura, Audifax Barcelos (Rede) e Sérgio Vidigal (PDT).
Revezamento também no partido que na eleição passada indicou a vice de Audifax, Lourência Riani e este ano estaria de conversas avançadas com Sérgio Vidigal. Em Vila Velha, a movimentação do PT não avança.
A preocupação maior está sobre o desempenho nas duas cidades do interior em que o partido encerra o segundo mandato: Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, com Carlos Casteglione; e Colatina, no noroeste, com Leonardo Deptulski.
No primeiro, o movimento apontava para o fato de o secretário de Assistência Social do Estado, Rodrigo Coelho ser o sucessor do prefeito. Mas ele deixa o PT e o nome a ser indicado deve ser o do vereador Professor Léo, que terá seu primeiro teste em uma eleição majoritária.
Em Colatina, o partido tenta convencer o presidente estadual do PT Genivaldo Lievore a entrar na disputa. Se o PT não tiver um candidato, o prejudicado vai ser o ex-prefeito Guerino Balestrassi (PSDB), que indicou Deptulski como seu sucessor e pode sofrer o com o desgaste do prefeito no fim de seu segundo mandato.

