A eleição em Guarapari parece que não terminou, pelo menos para o PEN. O partido é palco de uma batalha entre o vereador Enis Gordinho e o presidente da sigla, o ex-vereador José Raimundo Dantas, uma briga que foi parar na Justiça Eleitoral. O partido pede a cassação do mandato do vereador com base na reprovação de suas contas de campanha, pelo suposto recebimento de doação de fonte vedada.
O vereador teria recebido uma doação, que embora tenha sido declarada à Justiça Eleitoral, estaria irregular. Mas o que chama atenção na movimentação é que o vereador está sendo processado pelo próprio partido.
Já a defesa de Enis aponta o interesse político como motivador da ação. Isso porque o presidente é o suplente do vereador, o que o impossibilita de figurar no polo ativo da Ação de Investigação Eleitoral (AIJE), segundo a legislação eleitoral. Com base nesse princípio, a defesa pediu a extinção da ação.
O Ministério Público acompanhou o entendimento da defesa e encampou o pedido de extinção, com base no interesse de Dantas no processo. Por outro lado, o PEN ganhou o apoio de um dos partidos da aliança eleitoral, o SD, do o vereador Dito Xareu, que pediu para entrar na ação como Assistente Simples.
A coligação que elegeu tanto o vereador Enis Gordinho quanto o vereador Dito Xareu foi formada pelo PEN-Rede-SD. Atualmente o processo encontra-se em fase de alegações, devendo a defesa se manifestar em breve sobre a entrada do SD no processo. Na eleição, Enis conseguiu 1.388 votos e Xareu 1.286. Já José Raimundo Dantas ficou 259 votos a menos que Enis e não se elegeu.

