As conversas entre DEM, PTN e PR estão bem avanças para consolidar uma chapa proporcional para a eleição deste ano. O grupo tenta atrair agora o PSD, mas há obstáculos na composição. O problema é que o grupo não quer ter candidato majoritário e o PSD vai entrar na disputa pela prefeitura de Vitória com o deputado estadual Enivaldo dos Anjos.
A nova legislação eleitoral dificulta o movimento porque estabelece a subordinação da coligação proporcional ao palanque majoritário, ou seja, quem estiver junto na disputa por uma vaga na Câmara de um partido que tenha candidato a prefeito não poderá apoiar outro nome.
No caso do grupo, para fechar com o PSD, seria necessário apoiar a candidatura do deputado Enivaldo ou convencê-lo a não entrar na disputa. No cenário eleitoral deste ano, as lideranças estão de olho nas movimentações dos candidatos majoritários, buscando não entrar em conflito com o Palácio Anchieta.
Isso porque, no afã de derrotar o atual prefeito Luciano Rezende (PPS), Hartung povoou o campo com seus aliados. Agora nem todos os nomes colocados são de interesse do governador. Ele tenta, inclusive, tirar alguns nomes do caminho para concentrar forças na candidatura de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) contra Rezende, mas tem encontrado dificuldades.
Neste sentido, os dirigentes de partidos estão trilhando com cuidado o caminho da construção das proporcionais para não entrar em uma zona de conflito com os interesses do Palácio Anchieta.
O grupo formado por DEM, PTN e PR tem pretensões ambiciosas, quer eleger de dois a três vereadores e por isso aposta em quadros com menos de mil votos testados para garantir o equilíbrio na chapa. Quanto à majoritária, o grupo quer fazer o movimento inverso do natural, ganhar musculatura para depois negociar a majoritária.

