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PDT descentraliza poder, mas não abre mão de reconquistar a prefeitura de Serra

Com 31.619 filiados no Espírito Santo, o PDT é o segundo maior partido do Estado. Mas até hoje vem desempenhando um papel coadjuvante na política capixaba. Sob o comando do deputado federal Sérgio Vidigal, o partido é sempre uma noiva cobiçada nas chapas proporcionais, mas não consegue ter um desempenho tão espetacular nas disputas municipais. Nas eleições de 2012, o partido lançou 21 candidatos a prefeito. Ao todo, os pedetistas somaram 227 mil e elegeram 8 prefeitos – terceiro melhor desempenho no Estado, ficando atrás apenas do PSB (387 mil), que fez 22 prefeitos; e do PMDB, que somou 244 mil votos e elegeu 15 prefeitos.
 
Apesar do bom desempenho, o PDT não conquistou a menina dos olhos do partido: a Serra. A derrota aconteceu justamente no reduto da principal estrela do partido, o deputado federal Sérgio Vidigal, que já comandou por três vezes o município e agora se prepara para tentar um quarto mandato. Mas se sair derrotado pela segunda vez consecutiva – a última foi justamente para Audifax Barcelos (Rede) em 2012 – pode comprometer seu capital e a movimentação que o partido vem fazendo para tentar se fortalecer fora da Grande Vitória. 
 
Essa movimentação teria como principal elemento o aumento da musculatura de suas lideranças nas grandes regiões do interior, forçando assim a descentralização do poder. Mas para isso, o partido precisa aumentar a força de outras lideranças, além de Vidigal.
 
Um dos nomes que buscam fortalecimento dentro do PDT é o deputado estadual Josias Da Vitória, que vem circulando o noroeste do Estado e ganhando a confiança das lideranças políticas locais. O problema do deputado é o fato de não ter uma grande aceitação no Palácio Anchieta, de onde sairia a solução para a maioria das demandas dos aliados do deputado. 
 
No norte, o partido tem o controle do deputado estadual Luiz Durão, de Linhares, que tem a missão de recuperar a imagem do partido depois do desgaste causado pela gestão de Nozinho Correa, que foi eleito pelo PDT. O problema é que Durão foi aliado durante muitos anos de Nozinho e hoje tem dificuldade em desvincular sua imagem da do prefeito. 
 
Mais ao norte, o partido pode contar com o retorno do deputado federal Jorge Silva, que estaria próximo de deixar  Pros rumo ao PDT. Se sair vitorioso do pleito, ele poderá unir as forças do norte e criar uma boa representatividade para o PDT na região. A vida dele é bem mais tranquila do que a de Vidigal, que terá uma dura eleição pela frente. 
 
No sul do Estado, o partido está prestes a anunciar a filiação do secretario de Assistência Social Rodrigo Coelho, que além de manter a cadeira do partido no governo, pode aumentar seu capital e organizar partido na região, ainda que não é certo que dispute a eleição municipal em Cachoeiro de Itapemirim. 
 
O partido precisa aumentar sua capilaridade no interior se quiser um dia deixar de ser coadjuvante de luxo e apresentar um projeto de poder, mas segue focado na eleição da Serra, que pode dar muito certo, mas pode também colocar em risco as movimentações futuras do PDT, sobretudo para o dono do partido, Sérgio Vidigal. 

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