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PDT e PSB nacionais se aproximam e estaduais observam movimentação

Duas siglas importantes e cobiçadas nacionalmente têm aberto dialogo para o processo eleitoral do ano que vem, o que faz com que as lideranças estaduais dos dois partidos passem a observar essa conversa com interesse. Nessa semana, o presidente Nacional do PDT, Carlos Lupi, deu início a uma aproximação com o PSB, de Carlos Siqueira, e falou sobre o assunto com o a Folha de Pernambuco
 
Com a saída do PSB do governo de Michel Temer, os partidos puderam retomar um diálogo que sempre existiu entre as siglas e que pode se repetir em 2018. Nesse contexto, as movimentações nos estados também devem ser importantes. O PDT tem como presidenciável o ex-ministro de Lula, Ciro Gomes. No PSB há muitas correntes debatendo o futuro do partido, uma delas com candidatura própria, outra defendendo uma postura mais à direita e outra mais à esquerda. 
 
O partido pode vir a perder deputados insatisfeitos com a movimentação interna do ninho da pomba, o que pode levar a um enfraquecimento da sigla. Assim, uma aliança com o PDT pode ser bem proveitosa para os projetos socialistas.
 
No Espírito Santo, as lideranças dos dois partidos observam a movimentação nacional e a acomodação nos palanques locais. Entre as lideranças com as quais Lupi afirma ter conversado está o ex-governador Renato Casagrande, com quem o presidente do PDT nacional afirma ter excelente relação.
 
De fato, Casagrande tem boa relação com o PDT, sobretudo com o deputado federal Sérgio Vidigal, de quem já foi secretário de Meio Ambiente, na gestão do pedetista na Serra. Na última eleição, Vidigal e seu grupo estiveram ao lado de Paulo Hartung, mas hoje estariam, segundo os meios políticos, insatisfeitos com a falta de espaço do partido no governo peemedebista.

Não há, porém, uma garantia de que Casagrande venha mesmo a disputar o governo, mas se as articulações entre PDT e PSB avançarem, o grupo pode precisar de um palanque no Estado. Como Ciro Gomes tem sido visto como uma espécie de Plano B à candidatura de Lula, esse grupo pode atrair também o PT, que no Estado também já caminhou em vários momentos ao lado do PSB e do PDT.

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