Ex-prefeito de Pedro Canário, Bruno Araújo se filiou ao partido e articula chapa estadual
Em 2022, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) elegeu dois deputados estaduais no Espírito Santo: Adilson Espindula e José Esmeraldo. Hoje, nenhum dos deles continua na sigla: migraram, respectivamente, para o Progressistas (PP) e o União Brasil, que fazem parte da federação União Progressista (UP). Mesmo assim, a meta do PDT este ano é manter duas cadeiras para a próxima legislatura e, se possível, ampliar esse número para três.
É o que diz Bruno Araújo, ex-prefeito de Pedro Canário (extremo norte do Estado), que se filiou esta semana ao partido. O evento contou com a presença do presidente estadual do PDT, Alessandro Comper; do ex-prefeito da Serra Sergio Vidigal, principal liderança pedetista; Serginho Vidigal (Podemos), filho do ex-prefeito; e do atual prefeito serrano, Weverson Meireles.

Bruno Araújo também tem contribuído para a formação da chapa para deputado estadual, na qual estará presente. Outro nome do PDT para a disputa, como ele destaca, é o deputado estadual Fábio Duarte, que deixou a Rede Sustentabilidade, movimento que marca de vez a aproximação de Duarte com o ex-prefeito da Serra, de quem foi opositor, e o afastamento em relação ao também ex-prefeito Audifax Barcelos (PP).
Outros nomes que deverão estar na chapa, segundo Araújo, são Luiz Durão, ex-deputado federal e estadual e ex-prefeito de Linhares (norte do Estado); o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários), Marquinhos Jiló; além de vereadores do PDT na Serra – apesar de os principais nomes da sigla na Câmara Municipal e mais votados em 2024, Saulinho da Academia e Teilton Valim, terem sido afastados do mandato por denúncias de corrupção.
Bruno Araújo ficou oito anos na Prefeitura de Pedro Canário (2017-2024), tendo sido reeleito em 2020 com 81% dos votos. O candidato que apoiou em 2024 para sucedê-lo, Kleilson Rezende (PSB), que foi seu vice, também foi eleito com 80,74%. Depois de deixar o mandato, foi nomeado como superintendente regional de Saúde do norte do Estado.
Quando foi prefeito, Bruno Araújo esteve filiado a partidos de direita (PSDB e Republicanos). Questionado por Século Diário sobre a escolha pelo PDT, o ex-prefeito disse que viu no partido uma “vocação para grupos políticos” como o que ele mantém no norte do Estado e “fidelidade” a projetos.
Outra questão apontada é que a sigla serviu de “berço” para diversas lideranças, como Audifax Barcelos, o deputado federal Da Vitória (PP), o prefeito de Cariacica Euclério Sampaio (MDB), o deputado estadual Marcelo Santos (União) e até mesmo o bolsonarista Carlos Manato (Republicanos), ex-deputado federal – sem contar o próprio Sergio Vidigal, que conseguiu eleger o seu sucessor na Prefeitura da Serra, o até então desconhecido Weverson Meireles.
O PDT não terá candidatos a deputado federal. Quem poderia cumprir esse papel era Serginho Vidigal, mas ele migrou para o Podemos justamente para não correr o risco de a sigla não alcançar os votos necessários para garantir uma cadeira. Bruno Araújo acredita que eventuais obstáculos do PDT para encontrar candidatos estão relacionados a uma questão que envolve todos os partidos.
“A formação de chapas, com o fim das coligações, fica difícil. Quando tinham as coligações, os partidos escolhiam dois ou três candidatos e se juntavam lá na frente. Nas últimas três eleições, a formação da chapa passou a ser feita antecipadamente, então é natural a dificuldade nesse início”, comenta.

