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Perly deve ser o nome de consenso do PT à prefeitura de Vitória

Desde a movimentação nacional que culminou com o afastamento da presidente Dilma Rousseff, parte do PT de Vitória vinha investindo na tentativa de convencer um de seus militantes históricos a entrar na disputa pela prefeitura da Capital. Perly Cipriano que estava relutante em aceitar o desafio, dá sinais de que já estaria reconsiderando sua posição.
 
O objetivo seria o de levar um nome com experiência para defender o legado do PT na cidade e em nível nacional. A dificuldade até aqui era convencer Perly a disputar a eleição, que vinha evitando entrar nesse debate. Hoje ele estaria convencido da importância desse papel na eleição e várias correntes internas do PT demonstram apoiar essa estratégia. A ideia a partir de um sim de Perly, porém, não seria a de atropelar o movimento do jovem historiador Max Dias, que lançou pré-candidatura ainda no início do ano.
 
O grupo que apoia a entrada de Perly quer convencer Max Dias a desistir da disputa. O argumento seria o de que a conjuntura nacional influi no cenário local e exige do PT um posicionamento mais amplo. Para esse grupo, apresentar uma candidatura nova, teria a simbologia de ruptura com o passado petista e a ideia é a de fazer uma defesa do legado. 
 
Como Perly já participou de muitos processos eleitorais, tem uma ligação com as lideranças nacionais do partido, desde sua fundação, ele teria mais condições de entrar em um debate e defender o partido, que já administrou Vitória em três ocasiões – uma vez com Vítor Buaiz e duas com João Coser. Além disso, ele deve desempenhar também a defesa do governo Lula e Dilma, que deve ser alvo dos adversários na Capital. 
 
O entendimento na cidade é de que o partido, mesmo com um certo capital de votos cativos, não teria condições de sair vitorioso do processo eleitoral. Neste sentido, o PT deve investir em sua reestruturação, ocupando o espaço da disputa com uma defesa forte de seu legado com um nome com mais peso histórico para essa defesa. 
 
Grande Vitória 
 
Não é só em Vitória que o PT vem ainda indefinido para o processo eleitoral. Na Serra, parte da sigla quer apoiar a candidatura do deputado federal Givaldo Vieira para a disputa. Mas outro membro do partido, o ex-deputado estadual Roberto Carlos, que também já havia articulado pré-candidatura, mas que acabou desistindo no meio do caminho, é um dos nomes que puxa o bloco que defende o apoio à reeleição do prefeito Audifax Barcelos (Rede). 
 
Givaldo desde o ano passado vinha fazendo uma série de encontros no município para discutir os problemas da Serra. Embora esteja afastado da cidade há algum tempo, ele busca a reaproximação com os eleitores de sua base. O deputado federal também não é exatamente um franco favorito, mas a presença do partido na disputa ajudaria no processo de reconstrução e defesa do PT. 
 
Em Cariacica, onde estavam as chances reais de vitória do PT na eleição deste ano, o deputado federal e ex-prefeito Helder Salomão (PT) abriu mão da disputa. Ele vai apoiar um nome do partido, que ainda não foi oficializado, mas acredita-se seja o da ex-secretária de Educação da gestão de Helder, Célia Tavares. 
 
Em Vila Velha, o PT faz parte de um bloco que tem ainda o PCdoB e o PPL. Alguns nomes estão cogitados no grupo, mas a tendência é de que o candidato seja o ex-prefeito Vasco Alves (PPL).

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