Embora ainda faltem mais de um ano para a escolha do novo presidente da Assembleia, começa a ganhar força nos bastidores o nome do deputado Rodrigo Coelho (ex-PT) para a sucessão de Theodorido Ferraço (DEM). Mas até a escolha, que será no início de 2017, o deputado terá uma longa jornada para convencer seus colegas de plenário, já que há uma resistência ao seu nome no plenário.
Os comentários entre os deputados são de que Rodrigo Coelho seria palaciano demais para o cargo. Muito ligado ao governador Paulo Hartung (PMDB), o deputado não passaria a confiança esperada pelos demais deputados de que fará a defesa do legislativo quando for necessário.
Mesmo o plenário da Casa sendo, em sua maioria esmagadora, aliado do governador Paulo Hartung (PMDB), os deputados precisam de um presidente que possa negociar, cedendo em alguns momentos, mas recuando quando for preciso para evitar desgastes para os deputados.
A ideia é de que o presidente possa, com a força da cadeira, buscar benefícios para o poder com o executivo. E Rodrigo Coelho não passa essa confiança. Ele terá que trabalhar no plenário essa deficiência durante o próximo ano ou desistir do processo, caso apareça um nome com mais confiança dos deputados. O que, por enquanto, não se vislumbrou.
Outro nome que vinha sendo cogitado nos bastidores era o do presidente da Comissão de Finanças Dary Pagung (PRP), outro deputado hartunguista de carteirinha. Ele também esbarraria no mesmo problema da falta de defesa do legislativo, o que não garante uma interlocução que não seja prejudicial aos parlamentares.
Outro elemento que entra nessa discussão é a expectativa de que poderá haver modificação no plenário após as eleições municipais de 2016. Pelo menos metade da Casa estará no processo eleitoral, assim, a composição comandada pelo novo presidente será diferente da atual.
Os que saírem vencedores vão dar lugar aos suplentes em busca de espaço político para construir o caminho da reeleição. Já os que saírem derrotados vão ter que recuperar seus capitais políticos, depois do desgaste da eleição, e precisarão de ainda mais de interlocução com o executivo.
Caso Rodrigo Coelho ou Dary Pagung consigam se viabilizar no plenário, a Casa voltará a ter presidentes com um perfil palaciano, como aconteceu durante os dois primeiros mandatos de Hartung, com Claudio Vereza (PT), César Colnago (PSDB), Guerino Zanon (PMDB) e Elcio Alvares (DEM).

