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PMDB é obstáculo entre Rose de Freitas e Palácio Anchieta

Comenta-se no mercado político que a senadora Rose de Freitas estaria fazendo vários movimentos no sentido de pavimentar uma candidatura ao governo do Estado em 2018. Mas para isso, ela precisa antes vencer a barreira partidária para entrar na disputa. Rose estaria conversando com algumas lideranças e teria o apoio de prefeitos que ajudou a eleger na disputa deste ano. 
 
O problema é que Rose precisa do aval do PMDB capixaba para se credenciar à disputa. Mesmo sendo histórica na sigla, Rose não tem o controle do partido, que está sob domínio absoluto do governador Paulo Hartung.
 
Logo que assumiu o governo, Hartung chegou a dizer que apoiaria seu vice, o tucano César Colnago (PSDB) para a sucessão. Hoje o governador fala em uma lista com seis nomes, que ele não revela, ainda, para movimentar o cenário político. Quanto ao seu próprio futuro, o governador deixa várias portar abertas, podendo ser candidato desde o Senado até a reeleição para o governo em 2018. O governador já foi cogitado até como possível candidato a vice-presidente da República e mesmo a presidente. A projeção nacional ganhou força a partir da política de ajuste fiscal que o governador adotou pioneiramente para enfrentar a crise.
 
Independentemente do caminho que ele tome, dificilmente vai apoiar uma candidatura da senadora Rose de Freitas dentro do PMDB. Até porque os ensaios de Hartung para deixar o partido ainda não convencem os meios políticos e ainda que deixe o partido ele continuará tendo influência na sigla no Estado. 
 
Rose de Freitas sempre foi desafeta política de Hartung. Tanto que na eleição de 2014, o governador fez uma campanha para o senado dissociada da peemedebista. Hartung deve apoiar um aliado, de preferência de confiança, para a disputa ao governo, tomando todo o cuidado para não repetir o episódio Renato Casagrande (PSB), que acabou se tornando o candidato dele à sucessão em 2010, por uma negociação nacional que Hartung teve de aceitar no Estado. 
 
No PMDB, a senadora pode não ter o espaço que precisa para construir esse palanque. Mas, para alguns observadores, a ideia da parlamentar é a de aproveitar o momento para se capitalizar também com as lideranças políticas e aquecer sua imagem, sobretudo no interior, fortalecendo os laços com os prefeitos que sempre formaram sua base política. 

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