Marcos Madureira e Zé Preto se juntaram à sigla nos últimos minutos da janela partidária

O Podemos se tornou a maior bancada partidária da Assembleia Legislativa após o fechamento da janela de trocas no último sábado (4). A sigla já contava com Allan Ferreira e Alexandre Xambinho desde o início da legislatura. Agora, também tem entre os seus quadros Gandini (ex-PSD), Marcos Madureira (ex-PP) e Zé Preto (ex-PP).
É preciso fazer um destaque para os casos de Marcos Madureira (suplente que assumiu no lugar de Theodorico Ferraço, eleito prefeito de Cachoeiro de Itapemirim em 2024) e Zé Preto (eleito pelo PL em 2022). Ambos chegaram a tirar foto com as respectivas fichas de filiação ao pequeno Mobiliza, mas, na última hora, foram atraídos para o Podemos, um partido com muito mais estrutura.
A segunda legenda com mais deputados estaduais agora é o União Brasil, com quatro. Denninho Silva e Dr. Bruno Resende permaneceram (esse último, após flertar com siglas de oposição), assim como o seu presidente estadual, Marcelo Santos (que se elegeu pelo Podemos). Engenheiro José Esmeraldo (ex-PDT) também se filou ao União durante a janela.
O União forma com o Progressistas (PP) a poderosa federação União Progressista (UP). O PP perdeu Marcos Madureira e Zé Preto, mas manteve Raquel Lessa e ganhou Adilson Espíndula (vindo do PSD), mantendo a força da federação no Espírito Santo, com um total de seis deputados estaduais.
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) sumiu da Assembleia: seus dois deputados, Mazinho dos Anjos e Vandinho Leite, migraram para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) depois do episódio em que o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, tomou o controle da sigla.
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) elegeu dois deputados em 2022: Adílson Espíndula e José Esmeraldo. O primeiro já tinha saído, e o segundo se desfiliou na janela partidária. Em contrapartida, ganhou Fábio Duarte – oriundo da Rede Sustentabilidade, que agora fica sem ninguém
O Partido Socialista Brasileiro (PSB), do agora ex-governador Renato Casagrande, pré-candidato a senador, permaneceu com os mesmos três deputados: Dary Pagung, Janete de Sá e Tyago Hoffmann (sendo que esse último acabou de retornar ao mandato).
Os 17 deputados do Podemos, União, PP, MDB, PDT e PSB (mais da metade das 30 cadeiras) formam a base do recém-empossado governador Ricardo Ferraço (MDB). Na oposição, o Partido Liberal (PL), que elegeu cinco parlamentares em 2022, agora tem três: Capitão Assumção, Danilo Bahiense e Lucas Polese. Mas não houve perdas durante a janela partidária, tendo em vista que Callegari e Zé Preto já haviam deixado o partido.
O Republicanos, outro de oposição, foi mais um que reduziu sua bancada: Hudson Leal foi para o pequeno Agir, que agora ganha representação, e Sérgio Meneguelli migrou para o Partido Social Democrático (PSD). Permaneceram na sigla Alcântaro Filho, Bispo Alves e Pablo Muribeca. O PSD, agora também alinhado à oposição, perdeu seus dois deputados (Adilson Espíndula e Gandini), mas ganhou um (Meneguelli).
PL, Republicanos e PSD, agora representados por sete deputados estaduais, estão fechados com o pré-candidato a governador Lorenzo Pazolini (Republicanos), que renunciou ao cargo de prefeito de Vitória na semana passada.
Além desses três, a Assembleia tem representantes de outros dois partidos de direita pequenos, mas que ainda não decidiram qual rumo vão tomar nas eleições: o Agir, de Hudson Leal; e o Democracia Cristã (DC), que já contava com Callegari, ganhou mais uma vaga com Coronel Weliton – até então o único deputado estadual do Partido Renovação Democrático (PRD), que, portanto, fica sem ninguém.
O Partido dos Trabalhadores (PT) permaneceu representado por Iriny Lopes e João Coser, e o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) manteve Camila Valadão, sem mudanças. As duas siglas de esquerda se articulam em torno da pré-candidatura do deputado federal Helder Salomão (PT) a governador.
O PT fazia parte da base do então governador Renato Casagrande e inclusive pretende apoiá-lo como um segundo candidato para o senado – o outro pré-candidato petista a senador é Fabiano Contarato, que vai tentar reeleição.
O Psol, por sua vez, sempre manteve posicionamento independente em relação à base governista, e, apesar de apoiar Contarato, também anunciou outro candidato do próprio partido para senador: o professor Carlos Fabian.
Dentre os deputados estaduais, Callegari e Sérgio Meneguelli se colocam como pré-candidatos a senador. Marcelo Santos, Dr. Bruno Resende, Lucas Polese, Pablo Muribeca, Tyago Hoffmann, Iriny Lopes e João Coser são cotados como pré-candidatos a deputado federal. Os demais tentarão a reeleição.

