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Portaria da Justiça ‘ameaça’ retorno da votação manual nas eleições de 2016

Uma portaria conjunta publicada no Diário Oficial da União traz um artigo que poderia ser impensável nos dias atuais: a volta da votação manual nas eleições de 2016. Isso mesmo, os eleitores voltariam a assinalar com um xis o candidato a prefeito de sua escolha e a escrever o nome do vereador preferido na cédula eleitoral. O motivo do retrocesso seria a falta de dinheiro para realizar as votações digitais, presentes na vida do eleitor brasileiro desde 2000.
 
A portaria do “retrocesso” é assinada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, Ricardo Lewandowski; o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli; a vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, no Exercício da Presidência, Laurita Vaz. 
 
Também assinam a portaria o presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Antônio José de Barros Levenhagen; o presidente do Superior Tribunal Militar William de Oliveira Barros e o presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, Getúlio de Moraes Oliveira. 

 

A portaria aponta ainda a indisponibilidade para empenho e movimentação financeira de R$ 53.2 milhões do Supremo Tribunal Federal; R$ 73,2 milhões do Superior Tribunal de Justiça; R$ 555 milhões Justiça Federal; R$ 14,8 milhões da Justiça Militar da União; R$ 428 milhões da Justiça Eleitoral; R$ 423,3 milhões da Justiça do Trabalho; R$ 63 milhões da Justiça do DF e Territórios.

Em nota, o TSE afirma que o total que não será repassado para a Justiça Eleitoral soma exatos R$ 428.739.416,00 o que prejudicará a aquisição e manutenção de equipamentos necessários para a execução do pleito do próximo ano. “Esse bloqueio no orçamento,  compromete severamente vários projetos do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). O impacto maior reflete no processo de aquisição de urnas eletrônicas, com  licitação já em curso e imprescindível contratação até o fim do mês de dezembro, com o comprometimento de uma despesa estimada em R$ 200.000.000,00”, diz a nota.

Ainda, segundo a nota, “a demora ou a não conclusão do procedimento licitatório causará dano irreversível e irreparável à Justiça Eleitoral. As urnas que estão sendo licitadas tem prazo certo e improrrogável para que estejam em produção nos cartórios eleitorais. Na espécie, não há dúvida que o interesse público envolvido há que prevalecer, ante a iminente ameaça de grave lesão à ordem, por comprometer as Eleições Eletrônicas Municipais de 2016”.

 
A portaria causou muitas leituras nos meios políticos. A primeira é de que haveria uma pressão sobre o governo federal, já que o Poder Judiciário teve cortes em seu orçamento e o veto ao reajuste dos servidores. Outra hipótese está ligada à derrubada do veto ao voto impresso, o que exporia, pela primeira vez, o sistema da urna eletrônica. O equipamento é utilizado em todo o País desde 2000 e é defendido pela Justiça Eleitoral como a forma mais segura de votação. 

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