Caso se confirme a possibilidade de o deputado estadual Josias Da Vitória disputar a eleição ao comando estadual do PDT no próximo dia 9 de dezembro, quando acontecerá o encontro estadual do partido, isso pode abalar a hegemonia do deputado federal Sérgio Vidigal.
Havia uma expectativa de que Da Vitória e Euclério Sampaio formassem uma chapa de enfrentamento no partido. Com a saída de Euclério, essa possibilidade esfriou, até porque Da Vitória estaria conversando com outros partidos com o objetivo de também deixar o PDT. Mas se ele ficar no partido para disputar a eleição, pode criar uma situação delicada.
O projeto do PDT, segundo interlocutores, é renovar seus quadros dando ao partido um alinhamento maior com o governador Paulo Hartung. Os dois deputados estão desalinhados do Palácio Anchieta, o que causou problemas internos, inclusive. Para o encontro do próximo dia 9, a tendência era a da apresentação de uma chapa única, tendo Vidigal na presidência e o deputado estadual Rodrigo Coelho na vice.
Mas Da Vitória, embora enfraquecido por um cerco palaciano, teve um desempenho partidário muito forte no processo eleitoral de 2016. Como Vidigal se dedicou ao projeto de disputa à Prefeitura da Serra, o deputado foi quem conduziu as articulações Estado afora e conseguiu um desempenho interessante.
Na disputa por prefeituras, porém, o partido encolheu. Em 2012 tinha oito prefeitos. Em 2016, caiu para seis. De outro lado, no desempenho proporcional o partido foi o que mais elegeu vereadores na eleição de 2016, passando de 71 para 74 cadeiras. Da Vitória comandou também uma série de alianças que colocou o partido como participante de gestões municipais no Estado.
O cerco palaciano ao deputado estaria retirando a influência de Da Vitória em algumas dessas alianças, mas dentro do partido isso pode significar força para levar o debate para o processo eleitoral. E, se perder, o deputado tem alternativas de acomodação para o projeto eleitoral de 2018, quando deve disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Entre os partidos com os quais Da Vitória já teria conversado estão a Rede e o PPS.

