O prefeito de Brejetuba, João do Carmo (PV), rebateu as denúncias do vereador Josué Celírio (PSD). Segundo João do Carmo, o vereador deve enfrentá-lo na disputa à prefeitura em 2016. O prefeito diz que o vereador tem “espalhado boatos infundados”, após romper com Celírio, em 2016.
No último dia 8, Celírio formalizou denúncia no Ministério Público Estadual (MPES). Ele acusa o prefeito de usar recursos públicos em benefício próprio. No documento entregue à promotoria, imagens mostram máquinas trabalhando na fazenda de café do prefeito, localizada em Córrego da Passagem — distrito rural a cerca de 10 minutos do Centro de Brejetuba. Celírio afirma que o prefeito estaria usando as máquinas para assorear o rio que corta sua propriedade. “Há dois crimes ai: o uso do patrimônio público para fins pessoais e o ambiental, já que o prefeito não tem licenciamento para fazer a intervenção no rio”, sustenta o vereador.
O prefeito rebate. Afirma que não cometeu crime ambiental. Ele assegura que possui licença ambiental para realizar intervenções no rio. João do Carmo também diz que não reabriu estrada em benefício próprio. “Não há ilegalidade na construção da estrada”.
João do Carmo acrescenta que a estrada passa pelas comunidades de Córrego do Pavão, Córrego Boa Esperança e Córrego Jacutinga. “É muito importante para o desenvolvimento do município, facilitando o transporte de produtos agrícolas vindos daquelas comunidades para outras regiões”, justifica
O prefeito também contesta a acusação do vereador de que teria se apropriado de uma ponte municipal, que teria sido substituída por uma de concreto, para “aproveitá-la” em sua fazenda. O prefeito afirma que a acusação é “má-fé” do vereador.
João do Carmo admite que construiu uma ponte em sua propriedade, mas sem nenhuma relação com a ponte desativada. “Toda a madeira usada na construção da minha ponte veio da minha propriedade e eu paguei a construção dela do meu próprio bolso, inclusive a mão de obra. Não há qualquer ilegalidade”, assegura.
Concurso
Na denúncia, o vereador afirma que o prefeito resiste em convocar candidatos aprovados em concurso para usar as vagas para manter “apadrinhados políticos” na prefeitura.
O prefeito diz que o Celírio quis “jogar para a plateia”. João do Carmo afirma que não convocou os concursados em função da crise econômica. Ele alega que não é possível manter a meta de responsabilidade fiscal e contratar mais pessoas.

