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Prefeitos petistas podem ficar sem defensores de seus legados na eleição de 2016

O PT que já governou quatro importantes prefeituras no Estado, duas delas na Grande Vitória – Capital e Cariacica – por dois mandatos cada gestor, pode ficar sem a defesa de seus legados na eleição do próximo ano. Isso porque, os prefeitos que saíram em 2012 (João Coser e Helder Salomão) não querem disputar, e os que encerram o mandato no próximo ano – Carlos Casteglione e Leonardo Deptulski – têm dificuldades em fazer seus sucessores. 
 
A ameaça dos ex-prefeitos seria a conservação de seus capitais políticos. A pauta na eleição deveria ser a comparação dos mandatos com os dos petistas, mas eles não estão dispostos a entrar no debate. 
 
Eles também não têm nomes que possam fazer a defesa de seus projetos, já que a dificuldade de transferência de votos já foi observada na eleição de 2012, quando os nomes apoiados pelos ex-prefeitos – Lucia Dornellas, em Cariacica, e Iriny Lopes, em Vitória – tiveram desempenhos bem abaixo do esperado. 
 
Nas cidades em que os petistas encerram seus mandatos (segundo) a situação é outra. Os nomes cotados para sucedê-los na disputa não querem disputar, temerosos de que a imagem negativa do PT em nível nacional possa respingar na eleição municipal. Em Cachoeiro, o sucessor de Casteglione deveria ser o deputado estadual Rodrigo Coelho, mas se entrar na disputa, o parlamentar não vai defender a bandeira petista – Coelho está na iminência de deixar o PT.
 
Já em Colatina, o presidente estadual do PT, Genivaldo Lievore, é a solução natural para a sucessão de Deptulski. A defesa da gestão petista deveria ser feita pelo aliado do prefeito, o ex-prefeito Guerino Balestrassi, que hoje está no PSDB, que o antecedeu. Mas a pressão para que Genivaldo seja o candidato vem de todos os lados, inclusive dos tucanos. 
 
Com essa medida, as lideranças do PT cometem dois equívocos. O primeiro em 2016, já que ficarão sem representação no jogo político, perdendo a oportunidade de comparar as atuais gestões, em desgaste, com as suas. Além disso, o desgaste pode se refletir em 2018, quando essas lideranças petistas vão querer voltar ao cenário político. Deptulski e Casteglione não terão conseguido “procuradores” para defender seus legados; e Coser e Helder abrindo mão de disputar a eleição. Helder Salomão ainda tem o mandato de deputado federal para manter seu nome em evidência, mas Coser está em uma secretaria do Estado que não tem lhe garantido tanta visibilidade, já que há uma preocupação do governador Paulo Hartung em “esconder” os petistas do seu governo.

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