Em virtude da confusão que cancelou a assembleia realizada na última quinta-feira (17), a Associação Comunitária de Jardim Camburi (ACJAC) fará um novo encontro nesta quarta-feira (23) para deflagrar o processo eleitoral da associação. Mas o que chama a atenção é que o edital não tem a assinatura do presidente da entidade, Anael Parente.
O impasse começou no dia 15, com a rejeição de contas da atual diretoria na assembleia de moradores, mesmo tendo sido aprovadas pelo conselho fiscal. Isso aconteceu porque um membro que foi expulso da entidade havia se apropriado de documentos da Associação.
No dia seguinte, os membros da entidade procuraram o presidente para chamar uma nova reunião extraordinária da executiva, com objetivo de convocar a assembleia para eleição da comissão eleitoral dentro do prazo legal.
Mas a informação na Associação é que Parente solicitou um prazo para dar a resposta e não foi mais localizado. Preocupados com o prazo, os membros da diretoria geral (executiva, coordenadores e conselho fiscal) convocaram para uma reunião extraordinária, e decidiram por lançar o edital de convocação para esta quarta-feira, com objetivo de deflagrar o processo eleitoral.
Depois do edital publicado, porém, o presidente da Associação estaria se recusando a assinar o ofício que confirmaria a reserva da quadra da escola Elzira Vivacqua. A reserva foi na sexta-feira passada, mas a direção da escola só liberaria a quadra com a assinatura do presidente, o que para os moradores pareceu mais uma manobra para driblar o processo eleitoral.
A reunião está marcada para as 19h30, com a presença de um quinto dos moradores e com segunda chamada às 20 horas, com qualquer número de presentes, mas ainda é preciso resolver o problema do local e corre o risco de ser cancelada. As inscrições para o processo eleitoral se encerrarão no próximo sábado (26)
Para evitar nova confusão, o edital de convocação esclarece que para a entrada no local da assembleia serão necessárias a assinatura de lista de presença e a comprovação de endereço dos participantes. A assembleia será para deflagrar o processo eleitoral, eleição da comissão eleitoral e definição da data da votação.
A confusão da última quinta aconteceu porque os participantes do evento perceberam a presença de cerca de 40 pessoas que não seriam moradores do bairro. Eles seriam aliados do vereador Fabrício Gandini (PPS), que estaria tentando fazer volume para levar vantagem na escolha dos nomes da comissão eleitoral. Havia denúncias de uma lista pré-elaborada para a composição da comissão.
Com as queixa dos moradores, houve muita discussão, as luzes e o ar condicionado do local foram desligados, e a reunião foi cancelada. Gandini afirmou que levou mesmo algumas pessoas para o evento, mas que todos seriam moradores do bairro.
Para a eleição deste ano, o grupo de Gandini já teria um substituto para Anael Parente, o administrador regional Wander Borges, o Vandinho. Evandro Figueiredo constitui um outro grupo que vai disputar o comando da Associação. O atual vice-presidente, o advogado Enock Sampaio, também entra na disputa por não concordar com as atitudes do presidente. Outra chapa é composta pelo grupo do PT, ligado a Tarciso Vargas.
Diante de tantas confusões, dois grupos já estariam dispostos a procurar o Ministério Público para evitar a influencia da máquina da prefeitura no processo: Evandro Figueiredo já havia se posicionado nas redes sociais sobre isso. Enock Sampaio também já pensa em acionar o órgão ministerial.

