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Presidente da Câmara da Serra aponta perseguição política em denúncia de peculato e ???rachid???

Denunciada pelo Ministério Público à Justiça com base em inquérito policial por improbidade, peculato e “rachid”, a presidente da Câmara da Serra, Neidia Maura Pimentel (PSD), resolveu se pronunciar uma semana depois de o caso vir à tona, quando ela se negou a falar sobre as acusações. 

Em nota assinada pelo advogado Artur Mendonça Vargas Júnior, Neidia Maura nega o teor das denúncias e diz que as acusações são caluniosas, formalizadas às autoridades por adversários políticos.

 
 “Primeiramente, cumpre esclarecer que a presidente da Câmara Municipal da Serra, vereadora Neidia Maura Pimentel, não foi notificada de qualquer ação penal ou cível por suposta improbidade administrativa, não tendo conhecimento dos termos de eventual denúncia formulada em seu desfavor”, diz a nota.
 
O advogado prossegue: “Quanto aos fatos noticiados na imprensa de prática de peculato ou ‘rachid’, afirma que não são verdadeiros, pois nunca obrigou qualquer pessoa a se filiar partidariamente em troca de emprego e jamais exigiu nem se apropriou de dinheiro alheio, sendo tais acusações fantasiosas”.
 
Depois de afirmar que na Justiça, “será provada sua inocência e quem prestou falsa acusação será processado e condenado por denunciação caluniosa, falso testemunho e falsa comunicação de crime”, o advogado concluiu que 2018 é ano eleitoral, “em que adversários políticos dão causa à instauração policial, processo, instauração de investigação administrativa contra alguém, imputando-lhe crime que o sabe inocente, induzindo a autoridade policial e o Ministério Público em erro”. 
 
Na conclusão das investigações, a delegada de Crimes Contra a Administração Pública (Decap), Maria Denise de Carvalho, indiciou Neida e o diretor de controle interno da Câmara, Flávio Elias Serri. No mesmo expediente, ela denuncia pelo mesmo crime Douglas Caldeira de Freitas, Vitor Ugo Pimentel Castelllo, Edilaura Edilene da Silva e Lara Maria Magalhães.
 
Segundo o inquérito, Neidia e Flávio, com a cumplicidade dos outros envolvidos, iniciaram em 2015 um esquema de desvio de verbas por meio da indicação para contratação de funcionários por empresas prestadoras de serviços à Câmara, a fim de que ele se filiassem ou desenvolvessem trabalhos em benefício do partido Social  Democrata (PSD).

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