Marlon Fred Oliveira Matos está na lista de parlamentares com problemas judiciais

O presidente em exercício da Câmara da Serra, Dr. William Miranda (União), exonerou os 14 assessores do vereador Marlon Fred Oliveria Matos, ou apenas Fred (PDT), que está preso desde o fim do ano passado. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Legislativo nesta terça-feira (20).
Dos 14 assessores exonerados, uma ocupava cargo com padrão de remuneração de R$ 7,5 mil; três, de R$ 5,2 mil; dois, de R$ 4 mil; e oito, de R$ 2,5 mil. No total, cada vereador da Serra tem direito a 15 assessores, entre cargos com funções internas no gabinete ou fora da Câmara Municipal.
Comerciante e liderança comunitária do bairro Vila Nova de Colares, Fred está no segundo mandato consecutivo na Câmara da Serra, tendo sido reeleito em 2024 com 4,3 mil votos, a sexta maior votação dentre os 23 vereadores eleitos no município. Ele está preso preventivamente desde 15 de dezembro passado, quando teria invadido a casa da ex-namorada, no bairro Alterosas, e resistido à detenção feita pelos policiais que atenderam à ocorrência.
Entretanto, Fred não é o único vereador impedido de exercer o mandato na Serra por causa de problemas na Justiça – nem o único do Partido Democrático Trabalhista (PDT), o mesmo do prefeito Weverson Meirelles e de seu mentor e antecessor no cargo, Sérgio Vidigal. Saulinho da Academia (presidente da Câmara) e Teilton Valim foram afastados de seus mandatos em setembro. Além dos três, Paulinho do Churrasquinho e Professor Renato Ribeiro também ocupam cadeiras no Legislativo serrano pelo PDT.
Junto a Saulinho e Teilton, Cleber Serrinha (MDB) e Wellington Alemão (Rede) também foram afastados de seus mandatos. Os quatro são acusados de participação em um suposto esquema de corrupção. Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado, eles teriam negociado propina para a inclusão de emendas no Projeto de Lei nº 69/2024, que “institui a Política Pública de Regularização de imóveis urbanos de propriedade do município da Serra dados em aforamento, em enfiteuse ou em emprazamento e dá outras providências”.
Três suplentes dos quatro afastados – Dr. Thiago Peixoto (Psol), Marcelo Leal (MDB) e Wilian da Elétrica (PDT) – ingressaram com ação reivindicando os mandatos dos titulares. Apenas Sergio Peixoto (PDT), que atua na gestão do prefeito Weverson Meireles, não quis ingressar com a ação judicial.
O pleito foi bem-sucedido em primeira instância, mas o desembargador Júlio César Costa de Oliveira, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), determinou a suspensão da posse do três suplentes no dia 14 de outubro, um dia antes de eles assumirem os mandatos.
O prazo de 120 dias de vacância dos mandatos até a convocação dos suplentes, conforme previsto no regimento interno da Câmara da Serra, vencerá no próximo sábado (24), e os suplentes dos quatro vereadores afastados por suspeita de corrupção deverão ser enfim empossados após o retorno do recesso parlamentar. Em relação à situação do vereador Fred, a solução ainda segue em aberto.

